
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) negou nesta sexta-feira (15) ter atuado como produtor-executivo do filme “Dark Horse”, produção que retrata a trajetória política e pessoal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A manifestação ocorreu após nova reportagem do O Intercept Brasil Aponte que Eduardo teria participação direta na produção do longa, contrariando as declarações anteriores de que apenas havia direitos de imagem cedidos para o projeto.
“O Intercept está fazendo um vazamento seletivo, algo criminoso, para tentar assassinar a confiança do Flávio Bolsonaro, porque ele liderou as pesquisas para presidente”, acusou o ex-deputado, em vídeo divulgado nas redes sociais.
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Segundo o site, um contrato assinado digitalmente por Eduardo em 30 de janeiro de 2024 o identifica, ao lado do deputado Mario Frias (PL-SP) e da produtora americana GoUp Entertainment, como produtor-executivo do filme. O ex-deputado teria autoridade para controlar o orçamento, estratégias de financiamento e identificação de recursos.
Nesta quinta-feira (14) ele havia afirmado, por meio de postagem em suas redes sociais, que não tinha exercido nenhuma função de gestão na obra. “A história de que recebi dinheiro do fundo de investimento não se sustenta e é tosca. Não exerce qualquer posição de gestão ou emprego no fundo, apenas cedi meus direitos de imagem”, escreveu Eduardo na quinta-feira.
O valor total negociado para o filme está estimado entre US$ 23 milhões e US$ 26 milhões. Deste valor, o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à presidência, teria articulado com Daniel Vorcaro, do Banco Master, um repasse de US$ 24 milhões, dos quais pelo menos US$ 10,6 milhões teriam sido pagos em 2025.
Parte dos recursos destinados ao filme teriam sido enviados para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas e controlado pelos aliados de Eduardo.
De acordo com o Interceptara Polícia Federal apura se parte desses recursos teriam sido utilizados para custear despesas pessoais de Eduardo nos Estados Unidos. Ó ex-deputado nega.
“Quem fala que Eduardo Bolsonaro recebeu dinheiro deste fundo que foi criado nos Estados Unidos, está mentindo para você”, disse o ex-deputado nesta sexta-feira.
Em diálogos indicados a Eduardo, de março de 2025, ele teria orientado intermediários sobre a melhor forma de transporte de remessas de dinheiro do Brasil para os Estados Unidos, informando que o envio seria feito de forma fracionada para evitar problemas com grandes orçamentos.
Em resposta, Eduardo afirmou ter investido R$ 350 mil de recursos próprios, oriundos de seu curso “Ação Conservadora”, para garantir o contrato inicial com um diretor de Hollywood e o desenvolvimento do roteiro.
“Com o dinheiro dos recursos da Ação Conservadora, eu peguei R$ 350 mil, transformei em cerca de US$ 50 mil e mandei pros Estados Unidos. Por quê? Para garantir o contrato com um diretor de Hollywood”, disse. Ele relatou que o valor garantiu um contrato de dois anos com o diretor do filme.
Documento veiculado é “contrato antigo”
“Estava chegando no final desse contrato, nós iríamos perder o diretor de Hollywood quando surgiu a possibilidade de um grande investidor vir a nos ajudar a fazer o filme que depois acabou sendo, né, um piscina de vários investidores. Então não tem nada além disso”, enfatizou Eduardo.
Segundo o ex-parlamentar, o título de produtor-executivo constava em um “contrato antigo” porque ele assumiu inicialmente o risco financeiro do projeto.
Ele afirma, porém, que deixou essa função quando a produção passou a ser estruturada por meio de fundos de investimento, permanecendo apenas como cedente dos direitos de imagem. Eduardo disse também que foi reembolsado pelos R$ 350 mil investidos no começo do projeto.












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