
O governo do presidente Emmanuel Macron, na França, tentou nesta quarta-feira (6) o envio dos porta-aviões nucleares Charles de Gaulle ao Mar Vermelho para se posicionar para uma missão possível de segurança no Estreito de Ormuz, no Oriente Médio. A embarcação militar, a mais poderosa da Marinha Europeia, atravessava o Canal de Suez em direção ao sul quando o anúncio foi feito, conforme informado o Ministério da Defesa Francês.
O anunciado ocorre em meio às negociações entre os EUA e o Irã para o fim da guerra no Oriente Médio e a reabertura de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo bruto do mundo. Nesta terça-feira (5), o presidente Donald Trump suspendeu o chamado “Projeto Liberdade” – operação americana de escolta de navios comerciais pela rota, lançada na segunda-feira (4) – afirmando que “grandes progressos” foram alcançados nas negociações de paz com o Irã. Segundo dados de monitoramento, cerca de 1,6 mil navios seguem retidos no Ormuz desde o bloqueio da rota em fevereiro.
Ao chegar ao Oriente Médio, os porta-aviões deverão participar de uma missão planejada com outros países europeus, incluindo o Reino Unido, para restaurar a navegação livre no Estreito de Ormuz “assim que as condições permitirem”.
O Exército Francês afirma que o grupo de ataque que acompanha o Charles de Gaulle – composto por um navio de guerra italiano e um holandês – deverá avaliar o ambiente operacional regional, ampliar as opções de gestão de crise, integrar os recursos dos países parceiros em um marco defensivo compatível com o direito internacional e ajudar a reconquistar a confiança dos agentes do comércio marítimo.
Paris apresentou em paralelo uma proposta diplomática nesta quarta a Washington e Teerã para desbloquear o Ormuz. “O que propomos é que o Irã obtenha passagem para seus navios pelo estreito e, em troca, comprometa-se a negociar com os americanos sobre questões nucleares, mísseis e a situação regional. E propomos que os americanos, por sua parte, levantem o bloqueio do Estreito de Ormuz e, em troca, obtenham o compromisso do Irã de negociar”, disse um funcionário da Presidência francesa à agência Reuters.











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