
O percussionista Airto Moreira (à direita) posa com o pianista Ricardo Bacelar no estúdio em que os músicos gravaram o álbum ‘Maracanós’ Maria Bacelar / Divulgação ♫ NOTÍCIA ♬ A caminho dos 85 anos, a serem festejados em 5 de agosto deste ano de 2026, o percussionista e baterista Airto Moreira gravou dois álbuns entre 2024 e 2025 com o o pianista cearense Ricardo Bacelar, ambos formatados em duas temporadas do artista catarinense no estúdio de Bacelar, em Fortaleza (CE). O primeiro disco ainda permanece inédito. O segundo, “Maracanós”, será lançado na sexta-feira, 24 de abril, pelo selo Jasmin Music, com capa que expõe pintura do artista plástico acreano Fernando França e com direito à edição física em CD, além de distribuição nos mercados fonográficos dos Estados Unidos, Europa (precisamente em Portugal, França e Alemanha), China e Japão. Com oito composições criadas por Airto Moreira em parceria com Ricardo Bacelar, o álbum “Maracanós” chega ao mundo cinco anos após Airto lançar o álbum “Eu canto assim” (2021), disco diferenciado no qual o percussionista exerceu a função de crooner, atiçando memórias afetivas do tempo em que também foi cantor nas boates das cidades paranaenses de Ponta Grossa (PR) e Curitiba (PR) em meados da década de 1950. Naquela época, ninguém poderia prever que o caminho trilhado por Airto Moreira lhe garantiria visibilidade mundial como instrumentista a partir dos anos 1970, década em que, já residente nos Estados Unidos, o músico caiu no suingue do jazz latino, abrindo as portas do mercado norte-americano para músicos do Brasil com o toque da percussão ouvida em discos próprios e em álbuns de nomes como Miles Davis (1926 – 1991), trompetista norte-americano de jazz que requisitou Airto para a gravação, em 1969, do álbum “Bitches Brew” (1970), disco revolucionário com que Miles distribuiu os cânones da vertente fusion do jazz. Desde então, Airton Moreira tem sido reverenciado no universo norte-americano do jazz, tendo acumulado prêmios e discos nos EUA. Foi esse músico consagrado que aportou no estúdio de Bacelar em novembro de 2024 para gravar o álbum “Maracanós”, tocando percussões em temas como “Pé no chão”, “Bumbo meu boi”, “Submersivos”, “Pau rolou”, “3 minutos de paz” e “Mestre novo da Guiné”, compostos por Airto em parceria com a pianista. A mulher de Airto Moreira, a cantora Flora Purim pôs voz em “Voo da tarde”, faixa incorporada com as cordas do Kalimera String Quartet e finalizada em 2025 no estúdio Visom, no Rio de Janeiro (RJ). Capa do álbum ‘Maracanós’, de Airto Moreira e Ricardo Bacelar Pintura de Fernando França com design de MZK
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