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O que a CPI apontou contra Moraes, Toffoli, Gilmar e Gonet

Redação Por Redação
16 de abril de 2026
Em Notícias
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O que a CPI apontou contra Moraes, Toffoli, Gilmar e Gonet
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com


O final da CPI do Crime Organizado, apresentado pelo relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), formalizou acusações contra três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) – Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes – e o procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet.

O documento fundamenta os pedidos de indiciamento em supostos crimes de responsabilidade – que podem levar a processos de impeachment –, utilizando como base desculpas de relações financeiras, desculpas, favorecimentos processuais e omissão funcional diante de esquemas relacionados ao Banco Master e ao crime organizado. UM Gazeta do Povo tente contato com os ministros e o PGR Paulo Gonet.

Confira as justificativas apresentadas pelo relator para cada autoridade indicada:

Pedido de indiciamento de Dias Toffoli: conflito de interesses e atos atípicos

O relator justifica o indiciamento de Dias Toffoli (Art. 39, incisos 2 e 5 da Lei n.º 1.079/1950, a “Lei do Impeachment”) com base na relação financeira entre a empresa do ministro, a Maridt Participações, e o Fundo Arleen, controlado por Fabiano Zettel. Zettel é cunhado de Daniel Vorcaro e foi identificado pela Polícia Federal como operador financeiro central da suposta organização criminosa investigada na Operação Compliance Zero.

A Maridt recebeu R$ 3,1 milhões do fundo da Zettel em 2021 pela venda de participação em um resort de luxo no Paraná. Para Vieira, mesmo com esse vínculo, Toffoli assumiu a relatoria do caso no STF e praticou atos descritos como “atípicos” e de “perplexidade institucional”, incluindo a imposição de sigilo máximo ao processo para blindar o acesso a informações.

Segundo Vieira, Toffoli ainda determinou a retirada de celulares apreendidos do controle pericial da Polícia Federal e definindo pela soltura de Daniel Vorcaro – posteriormente revertida por outro ministro, o que passou a ser relator do caso, André Mendonça, que estabelece o uso de uma “milícia privada” para intimidação pelo banqueiro. André Mendonça não está no rol dos pedidos de indiciamento no relatório da CPI.

Vieira também cita viagens de Toffoli em jatinhos privados cedidos por empresários vinculados à rede de interesses do Banco Master. O relator sustenta que o crime é consumado pelo simples ato de julgar sob suspeita objetiva, configurando desvio de finalidade processual para proteção financeira associada.

VEJA TAMBÉM:

  • Davi Alcolumbre Dias Toffoli impeachment STF Caso do Banco Master

    Direita fará impeachment dos imorais e acabará com a máfia do sistema

  • Alessandro Vieira ainda pede intervenção federal no Rio de Janeiro e PEC para ética regular dos ministros.

    CPI do Crime Organizado: relator pede indiciamento de Moraes, Toffoli, Gilmar Mendes e Gonet

Pedido de indiciamento de Alexandre de Moraes: captura regulatória e “Vorcaro Air”

O pedido de indiciamento de Alexandre de Moraes, segundo Alessandro Vieira, se deve ao fato de o ministro ter proferido julgamentos em situação de suspeita e por conduta incompatível com o decoro (art. 39, incisos 2 e 5 da Lei do Impeachment).

A justificativa central reside no contrato de R$ 129 milhões (com R$ 80 milhões de pagamentos efetivos) entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes.

O relator aponta que o objeto do contrato incluía “política de relacionamento com o poder público”, o que indicava que a família do ministro era “remunerada para administrar a interface do banco com órgãos estatais e o próprio Judiciário”. Outros argumentos incluem uma potencial interlocução direta com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar de interesses do Master enquanto o banco pagava milhões à sua esposa.

A realização de ao menos oito viagens em jatos associados a Daniel Vorcaro, justificadas pelo escritório da esposa como “compensação de honorários”, é reunião pelo relator da CPI como um “circuito fechado” de financiamento do magistrado pelo investigado.

Vieira também sustentou que Moraes usou a carga do ministro do STF para perseguir quem revelou o conflito, ao abrir inquéritos contra órgãos de controle (Coaf e Receita) por vazamento de dados logo após a divulgação do contrato pela imprensa.

VEJA TAMBÉM:

  • STF

    Datafolha: 55% acreditam que ministros do STF podem estar envolvidos no caso Master

Pedido de indiciamento de Gilmar Mendes: manobra processual e proteção corporativa

O pedido de indiciamento de Gilmar Mendes foca no Art. 39, inciso 5 da Lei nº 1.079/1950, por proceder de modo “incompatível com a honra e o decoro”. O relator justifica a medida citando a anulação das quebras de sigilo da empresa Maridt (de Toffoli) e do Fundo Arleen feito por Mendes.

A gravidade reside no método, segundo o relator. Para Vieira, Mendes não era o relator natural do caso, mas teria utilizado o planejamento de “desarquivar” um mandato de segurança de 2023 relativo à CPI da Covid para, por meio de petição incidental, proferir decisões que blindaram os dados financeiros de Toffoli e seus parceiros.

Para o relator, essa conduta subverteu as regras de distribuição regimental do STF para exercer uma “proteção corporativa” e neutralizar a investigação parlamentar.

Pedido de indiciamento de Paulo Gonet: “negligência evidente”

O procurador-Geral da República Paulo Gonet recebeu seu pedido de indiciamento por ser “patentemente desidioso no cumprimento de suas atribuições” (art. 40, inciso 3 da Lei do Impeachment) ou seja, ter concluído atuado com “negligência evidente”.

O relator justifica que Gonet teve acesso a relatórios da Polícia Federal e notícias documentadas sobre os repasses milionários e conflitos de interesse dos ministros, mas não introduziu nenhuma circunstância investigativa concreta.

O documento sustenta que a inércia da PGR, que detém o monopólio da ação penal contra ministros do STF, produz um efeito de “anistia de fato”, ou seja, perdão implícito, tornando impossível a responsabilização das autoridades. O relator conclui que a omissão diante de acusações públicas e robustas nega a missão constitucional do Ministério Público de defesa da ordem jurídica.

VEJA TAMBÉM:

  • Caso Master impulsionou pedidos de impeachment contra Moraes e Toffoli no Senado

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Tags: Alessandro VieiraAlexandre de MoraesAndré MendonçaapontouBanco MestrecontraCPIDaniel Vorcarodias toffoliGilmargilmar mendesGonetImpeachmentJudiciárioMoraespaulo gonetSTFToffoli
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