
O acidente envolvendo um avião Hércules C-130 da Força Aeroespacial Colombiana (FAC), ocorrido na segunda-feira (23) em Puerto Leguizamo, localidade do departamento amazônico de Putumayo (sul do país), deixou 66 mortos, quatro desaparecidos e 57 feridos, segundo o mais recente boletim das forças militares da Colômbia.
Dos mortos, 58 eram membros do Exército Nacional, seis membros da tripulação da FAC e dois eram policiais, enquanto quatro pessoas ainda não foram localizadas, acrescentou a nota.
O acidente ocorreu na manhã de segunda-feira, quando uma aeronave caiu e pegou fogo pouco depois de decolar do aeroporto de Puerto Leguizamo, em uma zona de selva de difícil acesso ao departamento de Putumayo, por causas que ainda são desconhecidas.
“A investigação será rigorosa, transparente e com a máxima celeridade possível. O país conhecerá a verdade”, afirmou o ministro da Defesa, Pedro Sánchez Suárez, que é general reformado da FAC.
Segundo o jornal El Tiempo, Sánchez afirmou que a aeronave tinha condições técnicas de voo, que a tripulação estava devidamente treinada e que, de acordo com as primeiras informações, “não há promessas de um ataque por agentes ilegais”.
A respeito das explosões na região do acidente registradas em vídeos que circularam nas redes sociais, o ministro mencionou que, “em consequência do incêndio na aeronave, algumas das munições transportadas pelas tropas detonaram, o que corresponde ao que se ouve em alguns vídeos que circulam nas redes sociais”.
O comandante das forças militares, general Hugo Alejandro López, disse que a bordo da tripulação havia 128 pessoas.
Segundo a FAC, 57 militares foram resgatados e evacuados, dos quais oito foram transferidos para a cidade de Florencia, capital do departamento de Caquetá, e 49 para Bogotá.
Dos feridos levados à capital colombiana, 19 recebem atendimento no Hospital Militar e outros 30 “que não apresentam maior gravidade” estão no Batalhão de Saúde Militar, segundo o general López.
A FAC informou ainda que quatro militares permaneceram desaparecidos e que os corpos das vítimas estão em processo de identificação.











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