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‘Não teve troca de tiros’: mulher de homem morto em casa nos Prazeres diz que só PM atirou e que bandidos não tinham feito casal refém

Redação Por Redação
18 de março de 2026
Em Notícias
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‘Não teve troca de tiros’: mulher de homem morto em casa nos Prazeres diz que só PM atirou e que bandidos não tinham feito casal refém
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



‘Não teve troca de tiros’: mulher de homem morto em casa nos Prazeres diz que só PM atirou e que bandidos não tinham feito casal refém
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Roberta, mulher de Leandro, morta no Morro dos Prazeres Reprodução/TV Globo A mulher do ajudante de cozinha Leandro Silva Souza, morta nesta quarta-feira (18) durante uma operação no Morro dos Prazeres, na Região Central do Rio, contestou a versão da polícia e afirmou que ela e o marido não foram feitos reféns. Segundo Roberta Ferro Hipólito, os criminosos que estavam escondidos na casa pretendiam se entregar, mas foram mortos sem reagir, após a polícia entrar no imóvel atirando. “Em momento algum a gente foi feito de refém. Não fomos ameaçados. Eles falaram assim ‘tia, não se preocupe, se a polícia vim a gente vai se entregar, mas fica calada, a gente vai se entregar’”, contou Roberta na porta do Instituto Médico-Legal (IML), para onde o corpo do marido foi levado. Roberta diz que a polícia entrou no imóvel usando uma granada e atirando, e que foi a PM que matou Leandro. “O único tiro que teve lá foi o da polícia, não teve troca de tiro”, disse. “A polícia derrubou a porta da minha casa com uma granada. Arrebentou a porta da minha casa com uma granada e já entrou atirando, não teve troca de tiros. Os três elementos que tavam dentro do meu quarto foram mortos sem reagir também. O meu marido ainda comentou ‘tem trabalhador aqui, tem morador’. Mas a polícia já entrou atirando”, detalhou. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Um vídeo feito por uma moradora mostra o caos no imóvel. Diversas cápsulas de fuzis estavam espalhadas pelo chão, além de placas de sangue. No quarto, uma parede tinha várias marcas de tiros e sangue. No áudio, é possível ouvir uma mulher chorar (veja abaixo). Vídeo mostra como ficou casa de morador que foi morta após ser feito refém em operação PM fala em reféns e negociação Já a Polícia Militar afirma que seis criminosos invadiram a casa de Leandro e Roberta para se esconderem e fizeram o casal refém. A corporação disse que houve confronto, que terminou com a morte dos suspeitos e de Leandro. “Uma ação covarde. Eles se hospedaram na residência, colocaram um casal como refúgio. E quando adentramos o imóvel começou uma negociação preliminar. No momento em que a gente tava buscando uma solução de consolidação, uma negociação, houve disparos dentro da residência, o que seu Leandro acabou prejudicando o primeiro PAF na região da cabeça”, disse o comandante do Batalhão de Operação Especial (Bope), Marcelo Corbage. “Nossa tropa respondeu imediatamente ao fogo onde houve essa ação de neutralização de seis crimes”, acrescentou. O secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, afirmou que elementos da quadrilha sequestraram dois moradores em uma casa e que houve tentativa de negociação. “Quando a gente desenvolveu o trabalho, eles reagiram, efetuaram diversos disparos que atingiram o morador, atingiram o policial do Bope no ombro, e a gente teve que intervir, em que os seis marginais foram neutralizados.” Roberta diz que um PM matou o marido Reprodução/TV Globo Roberta também contestou o número de criminosos dentro de casa. De acordo com ela, eram quatro suspeitos, e três morreram. “Mataram três bandidos, como eles falam, dentro da minha casa, mataram o meu marido, e um bandido foi vivo.” O irmão de Leandro, que mora ao lado, acompanhou a ação da polícia e diz que não houve negociação da PM com os criminosos. “Se eles tivessem refém, deveriam que chamar negociador, a polícia que entende da negociação para tirar a pessoa viva de lá”, disse o porteiro Ivanildo da Silva Souza. Roberta foi ouvida pela polícia no próprio IML. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Ela deverá ser chamada para prestar um novo depoimento. Outras testemunhas também deverão ser ouvidas. O RJ2 pediu um novo posicionamento à PM sobre o que disse a mulher do morador, mas não teve retorno. Imagens mostram como ficou casa de morador feito refém em Santa Teresa Reprodução Chefe do tráfico e mais 6 mortos Além dos seis mortos na casa, o PM também matou Claudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló dos Prazeres, de 55 anos, apontado como chefe do tráfico do Comando Vermelho na região. Jiló tinha pelo menos 8 mandados de prisão em aberto por vários crimes, como sequestro e cárcere privado, tráfico de drogas e constrangimento ilegal, entre outros crimes. O bandido tinha 135 passagens pela polícia. Na coletiva, o PM imprimiu uma longa ficha criminal (veja abaixo). Jiló foi um dos envolvidos na morte do turista italiano Roberto Bardella, de 52 anos, em dezembro de 2016, no Morro dos Prazeres, quando ele e o primo Rino Polato, de 59, estavam em duas motocicletas e entraram na comunidade por engano. Jiló tinha mais de 100 anotações criminais Reprodução Caos no Rio Comprido em represália Após a operação, os criminosos atearam fogo no ônibus e bloquearam acessos no Rio Comprido. Ao menos seis deles foram presos. Um dos ônibus foi incendiado na Avenida Paulo de Frontin, um dos principais acessos ao Túnel Rebouças, que liga o Centro à Zona Sul, e a via ficou interditada por mais de uma hora no sentido Lagoa. Por volta das 10h, outros ônibus foram usados ​​para bloquear ruas da região. No mesmo horário, o comércio no Rio Comprido funcionou parcialmente, após ordem de traficantes para fechamento das lojas. Ônibus é incendiado por bandidos na Av. Paulo de Frontin em represália a operação da PM Ônibus incendiado por criminosos na Av. Paulo de Frontin, no Rio Comprido André Coelho/TV Globo
Roberta, mulher de Leandro, morta no Morro dos Prazeres Reprodução/TV Globo A mulher do ajudante de cozinha Leandro Silva Souza, morta nesta quarta-feira (18) durante uma operação no Morro dos Prazeres, na Região Central do Rio, contestou a versão da polícia e afirmou que ela e o marido não foram feitos reféns. Segundo Roberta Ferro Hipólito, os criminosos que estavam escondidos na casa pretendiam se entregar, mas foram mortos sem reagir, após a polícia entrar no imóvel atirando. “Em momento algum a gente foi feito de refém. Não fomos ameaçados. Eles falaram assim ‘tia, não se preocupe, se a polícia vim a gente vai se entregar, mas fica calada, a gente vai se entregar’”, contou Roberta na porta do Instituto Médico-Legal (IML), para onde o corpo do marido foi levado. Roberta diz que a polícia entrou no imóvel usando uma granada e atirando, e que foi a PM que matou Leandro. “O único tiro que teve lá foi o da polícia, não teve troca de tiro”, disse. “A polícia derrubou a porta da minha casa com uma granada. Arrebentou a porta da minha casa com uma granada e já entrou atirando, não teve troca de tiros. Os três elementos que tavam dentro do meu quarto foram mortos sem reagir também. O meu marido ainda comentou ‘tem trabalhador aqui, tem morador’. Mas a polícia já entrou atirando”, detalhou. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Um vídeo feito por uma moradora mostra o caos no imóvel. Diversas cápsulas de fuzis estavam espalhadas pelo chão, além de placas de sangue. No quarto, uma parede tinha várias marcas de tiros e sangue. No áudio, é possível ouvir uma mulher chorar (veja abaixo). Vídeo mostra como ficou casa de morador que foi morta após ser feito refém em operação PM fala em reféns e negociação Já a Polícia Militar afirma que seis criminosos invadiram a casa de Leandro e Roberta para se esconderem e fizeram o casal refém. A corporação disse que houve confronto, que terminou com a morte dos suspeitos e de Leandro. “Uma ação covarde. Eles se hospedaram na residência, colocaram um casal como refúgio. E quando adentramos o imóvel começou uma negociação preliminar. No momento em que a gente tava buscando uma solução de consolidação, uma negociação, houve disparos dentro da residência, o que seu Leandro acabou prejudicando o primeiro PAF na região da cabeça”, disse o comandante do Batalhão de Operação Especial (Bope), Marcelo Corbage. “Nossa tropa respondeu imediatamente ao fogo onde houve essa ação de neutralização de seis crimes”, acrescentou. O secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, afirmou que elementos da quadrilha sequestraram dois moradores em uma casa e que houve tentativa de negociação. “Quando a gente desenvolveu o trabalho, eles reagiram, efetuaram diversos disparos que atingiram o morador, atingiram o policial do Bope no ombro, e a gente teve que intervir, em que os seis marginais foram neutralizados.” Roberta diz que um PM matou o marido Reprodução/TV Globo Roberta também contestou o número de criminosos dentro de casa. De acordo com ela, eram quatro suspeitos, e três morreram. “Mataram três bandidos, como eles falam, dentro da minha casa, mataram o meu marido, e um bandido foi vivo.” O irmão de Leandro, que mora ao lado, acompanhou a ação da polícia e diz que não houve negociação da PM com os criminosos. “Se eles tivessem refém, deveriam que chamar negociador, a polícia que entende da negociação para tirar a pessoa viva de lá”, disse o porteiro Ivanildo da Silva Souza. Roberta foi ouvida pela polícia no próprio IML. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Ela deverá ser chamada para prestar um novo depoimento. Outras testemunhas também deverão ser ouvidas. O RJ2 pediu um novo posicionamento à PM sobre o que disse a mulher do morador, mas não teve retorno. Imagens mostram como ficou casa de morador feito refém em Santa Teresa Reprodução Chefe do tráfico e mais 6 mortos Além dos seis mortos na casa, o PM também matou Claudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló dos Prazeres, de 55 anos, apontado como chefe do tráfico do Comando Vermelho na região. Jiló tinha pelo menos 8 mandados de prisão em aberto por vários crimes, como sequestro e cárcere privado, tráfico de drogas e constrangimento ilegal, entre outros crimes. O bandido tinha 135 passagens pela polícia. Na coletiva, o PM imprimiu uma longa ficha criminal (veja abaixo). Jiló foi um dos envolvidos na morte do turista italiano Roberto Bardella, de 52 anos, em dezembro de 2016, no Morro dos Prazeres, quando ele e o primo Rino Polato, de 59, estavam em duas motocicletas e entraram na comunidade por engano. Jiló tinha mais de 100 anotações criminais Reprodução Caos no Rio Comprido em represália Após a operação, os criminosos atearam fogo no ônibus e bloquearam acessos no Rio Comprido. Ao menos seis deles foram presos. Um dos ônibus foi incendiado na Avenida Paulo de Frontin, um dos principais acessos ao Túnel Rebouças, que liga o Centro à Zona Sul, e a via ficou interditada por mais de uma hora no sentido Lagoa. Por volta das 10h, outros ônibus foram usados ​​para bloquear ruas da região. No mesmo horário, o comércio no Rio Comprido funcionou parcialmente, após ordem de traficantes para fechamento das lojas. Ônibus é incendiado por bandidos na Av. Paulo de Frontin em represália a operação da PM Ônibus incendiado por criminosos na Av. 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