A ex-namorada do banqueiro Daniel Vorcaro, a modelo e empresária Martha Graeff, foi convocada nesta quarta-feira (18) pela CPI do Crime Organizado para prestar depoimento sobre possíveis ligações com as investigações relacionadas às fraudes financeiras da liquidação do Banco Master. Ela já tinha sido convocada também pela CPMI do INSS, que marcou seu depoimento para a próxima segunda-feira (23).
A convocação na CPI foi aprovada em votação simbólica e em bloco, o que dispensa registro nominal dos parlamentares e obriga o comparecimento da convocada, diferente de um convite. Ainda assim, a defesa pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), como tem ocorrido com outros convocados, para tentar garantir o direito ao silêncio ou até a dispensa do depoimento.
O nome de Martha Graeff ganhou as manchetes após o vazamento de conversas extraídas do celular de Vorcaro, apreendido e periciado pela Polícia Federal, em que relatou encontros com autoridades do Legislativo e do Judiciário, incluindo referências ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), e ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.
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Parlamentares justificam a convocação com base na suspeita de que a Polícia Federal apura uma possível transferência de bens de Vorcaro para uma ex-namorada com o objetivo de blindagem patrimonial. A defesa de Martha nega qualquer irregularidade e afirma que ela “não possui imóveis, automóveis ou depósitos de valores decorrentes do relacionamento com o Sr. Daniel Vorcaro”.
As conversas reveladas pela investigação publicada em dezembro de 2024, quando o empresário já era alvo de apuração, e incluem dados sobre a abertura de um “trust”, um fundo de investimentos. Em outro trecho, de maio de 2024, há menção a uma possível compra de uma mansão avaliada em cerca de R$ 450 milhões em Miami, nos Estados Unidos, quando Vorcaro afirma que “bolou um plano”, o que levantou suspeitas dos investigadores.
Além de Martha Graeff, a CPI do Crime Organizado aprovou a convocação de outros sete nomes ligados às empresas e operações sob análise, entre elas a Prime Aviation, que seria a responsável pela gestão de Vorcaro.
Também terá de prestar depoimento o ex-governador de Mato Grosso, José Pedro Taques, por “representar entidades sindicais de servidores públicos estaduais em denúncias relacionadas a irregularidades no sistema de crédito consignado operado no estado”.
Já um requerimento para convocar o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, foi rejeitado por 6 votos a 4, enquanto um pedido envolvendo uma ex-assessora ligada à ex-primeira-dama foi retirado de pauta para correção.












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