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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, foi sorteado nesta quarta-feira (11) como relator do pedido para que o Congresso Nacional instale uma CPI para investigar o relacionamento do Banco Master com o Banco de Brasília (BRB). Pouco depois, ele se declarou suspeito alegando razões de “foros íntimos”.
O mandato de segurança (MS) foi impetrado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSD-DF). Rival do governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB), Rollemberg articulou-se para coleção de assinaturas para instalar o colegiado desde novembro, quando o banqueiro e dono do Mestre, Daniel Vorcaro, foi preso pela primeira vez na Operação Conformidade Zero. Na petição, Rollemberg alega que a presidência da Câmara se omite ao não instalar os trabalhos.
Não há prazo para que o ministro Dias Toffoli dê um parecer sobre o caso, segundo as regras do regimento do STF. O magistrado pode se declarar impedido, de acordo com o mesmo regimento. Procurado pela reportagem, o STF informou apenas o número do MS.
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“A inércia do Exmo. Sr. Presidente da Câmara dos Deputados no andamento à CPI do Banco Master e BRB, mesmo diante do cumprimento de todas as formalidades e da relevância pública da matéria, configura uma omissão inconstitucional, que lesa o direito público subjetivo do Impetrante e compromete o papel fiscalizatório do Poder Legislativo”, escreve Rollemberg na petição.
Dias Toffoli deixou relatoria do processo após a Polícia Federal revelar que ele mantinha participação societária em uma empresa com os irmãos que negociavam parte de um resort de luxo no interior do Paraná com fundos unidos ao Banco Master.
Por muita pressão interna e externa, o magistrado decidiu se afastar da relatoria do caso para evitar questionamentos sobre eventuais conflitos de interesses.
Mesmo após a saída da reportagem, o nome de Toffoli apareceu em relatório da Polícia Federal enviado ao presidente do STF, o ministro Edson Fachin. As menções foram identificadas em dados do celular de Vorcaro e levantaram dúvidas sobre possível suspeita do magistrado, que acabaram sendo arquivadas na Corte.
A partir desta sexta-feira, o STF aprovou a decisão do ministro André Mendonça, novo relator do caso Master, que levou Vorcaro novamente para a prisão.
Este conteúdo foi atualizado para informar que Toffoli se declarou impedido de julgar o MS.
Atualizado em 03/11/2026 às 18h18











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