
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não largou nesta segunda-feira (9) a possibilidade de os EUA assumirem o controle de parte do petróleo iraniano e afirmou que a guerra em curso contra o regime islâmico está “quase finalizada”.
Em conversa com a emissora Notícias da NBCTrump evitou afirmar diretamente que pretendia confiscar o petróleo do Irã, mas deixou a possibilidade em aberto.
“Certamente as pessoas falaram sobre isso [o controle do petróleo iraniano pelos EUA]”, disse o presidente. Ele lembrou que seria “cedo demais para falar sobre isso”, mas relacionado ao precedente da Venezuela, onde, segundo ele, os Estados Unidos já obtiveram mais de 80 milhões de barris após a operação realizada em janeiro, que culminou na captura do ditador Nicolás Maduro e na ascensão de Delcy Rodríguez como líder interina, que vem abrindo o mercado energético para o controle dos EUA.
O eventual controle pelos EUA sobre parte da produção iraniana de petróleo poderia colocar em situação difícil a China, que compra, com descontos, cerca de 80% do petróleo exportado pelo Irã. O país persa responde por cerca de 5% da produção global de petróleo.
Mais cedo, em entrevista à Notícias da CBSTrump também afirmou que o conflito contra o regime islâmico “está praticamente finalizado”. O presidente justificou sua fala afirmando que o Irã teria perdido capacidade militar relevante até o momento.
“Eles não têm marinha, não têm comunicações, não têm força aérea. Suas missões estão dispersos. Seus drones estão sendo destruídos”, explicou Trump.
O presidente ainda alertou Teerã a não tentar novas ações militares. “Eles já dispararam tudo o que tinham para disparar, e é melhor que não tentem nada esperto, ou será o fim daquele país”, afirmou o presidente.
A guerra em curso entre Irã, EUA e Israel começou no último dia 28 de fevereiro, após os ataques americanos e israelenses contra alvos do regime islâmico em solo iraniano. O objetivo declarado dos EUA e de Israel com a guerra é impedir que o Irã envie armas nucleares e neutralize ameaças à segurança americana e de aliados no Oriente Médio.













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