O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o Congresso está trabalhando contra uma eventual CPI do Banco Master para saber que as investigações atingirão “meio mundo”, com conexões dos mais variados lados e que ainda há muito a ser descoberto. Desde uma semana retrasada, os requisitos aprovados pelas comissões do INSS e do Crime Organizado têm sido barrados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), como o depoimento dos irmãos do ministro Dias Toffoli e a quebra de sigilo de várias alegações citadas.
Costa Neto afirmou que a investigação tem potencial para abalar as estruturas do país e que, se a CPI for efetivamente instalada, revelará um esquema de proporções inimagináveis.
“Ó [Davi] Alcolumbre é um deles [que não quer CPI]. Vai atingir meio mundo, não tenho dúvidas. […] Isso pode virar o mundo de ponta-cabeça. A gente nem sabe o que está por vir”, afirmou em entrevista à Banda se referindo à resistência do presidente do Senado em autorizar a instalação da investigação parlamentar.
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Valdemar Costa Neto diz que prefeituras e governos estaduais estão envolvidos na compra de títulos e ações do Banco Master, e que receberam informações de prefeitos que foram pressionados a investir na instituição. Por conta dessa ligação com diferentes lados da política, o comandante do PL diz que há forte resistência do Senado para a instauração da comissão.
“A CPI, que tem que ser aberta, vai parar o Brasil. Você vai ver gente envolvida que nunca imaginou. Sou um favor [da CPI]. Todo o nosso pessoal confirmado”, afirmou em referência aos filiados ao PL que eventualmente poderiam ser atingidos pela investigação.
O dirigente minimizou uma possível implicação de afiliados com o caso, como a descoberta de que o cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, o pastor e empresário Fabiano Zettel, fizeram doações para campanhas de Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). Para Valdemar, as doações foram legais e transparentes.
Ainda durante uma entrevista, Costa Neto admitiu que o caso Master pode se tornar um fator novo e decisivo nas eleições deste ano, e ocorreu que o escândalo tem potencial para mexer no tabuleiro de disputas dada a abrangência das supostas irregularidades.
O dirigente partidário emendou afirmando que o movimento maior para a criação de uma CPI é de senadores e não de deputados. Para ele, uma investigação errada está descartada.
E há, ainda, uma forte negociação para se aprovar a revisão das penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 em troca do enterro da comissão parlamentar de investigação.












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