O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) foi a El Salvador para apresentar o projeto de lei antifacção e avançar na elaboração de um novo parecer da proposta após a retomada de seu relatório e ao debate sobre persistência no combate ao crime organizado no Brasil.
Reconhecido à função de relator do PL Antifacção nesta quinta-feira (19), Derrite afirmou ter recebido a missão com “satisfação e responsabilidade”, mesmo sendo alvo de críticas do Palácio do Planalto. O parlamentar destacou que pretende consolidar um texto com base técnica e alinhado às estratégias institucionais de enfrentamento às facções criminosas.
“Estou trabalhando para entregar um texto técnico, consistente e alinhado com as melhores práticas institucionais para enfrentar o crime organizado de forma estruturada”, afirmou.
VEJA TAMBÉM:
-

Lula ataca redes sociais e diz que o mundo está “muito nervoso” na TV indiana
Durante uma agenda internacional, Derrite participa do Seminário de Segurança Estratégica na América Latina, onde apresenta a proposta brasileira e discute ações contra o crime transfronteiriço. O convite partiu do procurador-geral de El Salvador, Rodolfo Delgado, que busca ampliar o acervo de experiências na área de segurança pública.
O deputado também leva ao evento sua experiência como ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo em parte da gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), de 2023 a 2025, período em que foram aprimoradas políticas de enfrentamento direto ao crime organizado.
“Além de compartilhar a experiência brasileira, o deputado também cumpre agenda institucional no país com o objetivo de conhecer de perto as políticas de segurança pública inovações pelo governo local”, afirmou através de sua assessoria.
Defensor declarado do modelo de segurança de El Salvador, Derrite apontou a política do presidente Nayib Bukele como exemplo de resposta eficaz à criminalidade. Ele já afirmou que medidas semelhantes poderiam contribuir para conter facções como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital no Brasil.
O modelo salvadorenho, adotado desde 2019, é baseado em forte repressão ao crime organizado, com ampliação de prisões, construção de grandes unidades prisionais e atuação intensiva das forças de segurança.
A estratégia inclui medidas de segurança que flexibilizam garantias legais em nome do combate às organizações criminosas.












Deixe o Seu Comentário