
A transferência continua policial pelo segundo dia consecutivo na antiga casa de Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Carlos III, no condado de Berkshire, nos arredores de Londres, após sua detenção e posterior liberação sob suspeitas de má conduta em carga pública. Ele foi liberado após passar 11 horas sob custódia.
A polícia do Vale do Tâmisa, que tentou a prisão do ex-duque de York, informou nesta sexta-feira (20) que as buscas em uma propriedade em Norfolk, no leste da Inglaterra, foram concluídas, mas continuam na mansão de Royal Lodge, em Berkshire, onde Andrew viveu até algumas semanas atrás, antes de ser despejado pelo rei. Até o momento, ele não foi formalmente acusado.
Segundo a emissora britânica BBCAndrew não foi preso por informações relacionadas a uma das vítimas que o acusou de estupro, Virginia Giuffre. A detenção, na verdade, está vinculada a uma denúncia contida nos arquivos de que o ex-duque de York repassou documentos provisórios da época em que era representante especial do Comércio do Reino Unido ao pedófilo falecido.
Segundo a acusação, Andrew teria facilitado a Epstein o acesso a documentos confidenciais do governo britânico, na primeira década dos anos 2000. Os documentos em análise, uma série de e-mails publicados pelo Departamento de Justiça dos EUA, sugerem que o ex-príncipe encontrou relatórios de visitas oficiais a Hong Kong, Vietnã e Cingapura com Epstein. A investigação é a carga da polícia do Vale do Tâmisa, compete a qual pertence Windsor, onde se localiza o Royal Lodge.
O irmão do rei tornou-se na quinta-feira o primeiro membro da realeza na história moderna a ser preso. Ao sair da delegacia da localidade de Aylsham, em Norfolk, em um veículo, Andrew foi fotografado reclinado e com aparência de cansaço no banco traseiro do carro.
O ex-príncipe, detido no dia em que completou 66 anos, foi levado depois para uma casa de campo na propriedade de Sandringham, em Norfolk, onde vive atualmente. Andrew nega qualquer irregularidade relacionada aos seus vínculos com o criminoso sexual, encontrado morto na prisão em 2019.
Além da investigação direta envolvendo o membro da realeza destituído de seus cargos, as autoridades avaliam outros vínculos de Epstein com o Reino Unido. Especificamente, apuram pousos e decolagens do jato particular do crime americano em diferentes aeroportos do país, a fim de estabelecer voos fornecidos para transporte de menores de idade para fins de exploração sexual.
O que aconteceu durante a prisão do ex-príncipe?
Andrew foi levado para a delegacia de polícia de Aylsham, em Norfolk, logo após a detenção na manhã de quinta-feira.
Segundo o jornal O Solo ex-príncipe teve suas gerações digitais colhidas, tirou fotos para a ficha policial e trouxe amostras de DNA, como “qualquer crime comum”.
A imprensa britânica também informou que o filho da rainha Elizabeth II não foi algemado para a delegacia. Lá, ele passou por exames físicos e psíquicos para determinar se tinham condições de permanência detido e ser interrogado, em um processo que se estendeu até a noite do mesmo dia.

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