O presidente Lula (PT) defendeu uma “governança global da inteligência
artificial” centralizada na Organização das Nações Unidas (ONU), em seu discurso na Cúpula sobre o Impacto da inteligência Artificial, em Nova Délhi, Índia, nesta quinta-feira (19). A capital indiana foi chamada pelo presidente de “terra natal” do “mundo digital”.
O petista conheceu os avanços propiciados pelas novas tecnologias, mas opinou que, sem regulamentação, a inteligência artificial leva à criação de conteúdos manipulados que “distorcem processos eleitorais”, ou que ele classifica como um risco que afetaria “a democracia, a coesão social e a soberania dos países”.
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“Os algoritmos não são apenas aplicações de códigos matemáticos que sustentam o mundo digital. São parte de uma complexa estrutura de poder. Sem ação coletiva, a Inteligência Artificial aprofundará desigualdades históricas”, argumentou o presidente. Nessa linha, ele ainda criticou o fato de que as empresas de tecnologia têm seus recursos “concentrados em poucos países e empresas”, e usaram dados sobre pessoas sem eletricidade ou acesso à internet para fortalecer sua associação entre novas tecnologias e poder.
Com o tema da cúpula centrada na inteligência artificial, o presidente não citou taxativamente a proposta de regulamentação das redes sociais, mas impôs a imposição de regras às empresas do setor, as chamadas “big techs”, com o objetivo de combater a “radicalização política”, que seria amplificada com a “monetização de conteúdos chamativos”.
“A Índia, ao longo de sua história, legou à humanidade contribuições fecundas e extraordinárias em diversos campos do conhecimento: nas artes, na ciência e na filosofia. Uma herança que traz à luz grandes dilemas éticos sobre a
justiça, a diversidade, a inclusão e a resiliência. Esse patrimônio é um poderoso referencial na busca por respostas aos desafios que a Inteligência Artificial impõe às sociedades contemporâneas”, concluiu Lula.












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