
Um dos argumentos da Polícia Federal para a suspeita contra o ministro Dias Toffoli foi a participação do ministro no evento 10º Fórum Jurídico – Brasil de Ideias, realizado de 24 a 26 de abril de 2024, em Londres, e patrocinado pelo Banco Master, de Daniel Vorcaro. Mas o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, também participou do mesmo evento, ao lado de outras autoridades, incluindo Alexandre de Moraes.
Segundo a purificação do site Poder360a participação de Toffoli no evento financiado por Vorcaro – investigado pela PF como líder de um esquema de fraude no sistema financeiro – foi um dos eixos de arguição de suspeita contra Toffoli. Para a PF, a participação do ministro do STF não indicou uma possível relação de proximidade entre Toffoli e Vorcaro.
O relatório da PF entregue ao STF não foi divulgado, mas teria quatro pontos principais contra Toffoli. A primeira questão seria o envolvimento de Toffoli com o resort Tayayá. A PF fala de uma relação com um investidor ligado a Vorcaro (fundador do Banco Master) que foi acionista, de 2021 a fevereiro de 2025, do resort Tayayá, que pertence à família do magistrado (inclusive a ele próprio). Toffoli diz nunca ter recebido dinheiro diretamente de Vorcaro e que todas as transações sobre o resort são registradas na Receita Federal.
Outro ponto mencionado no relatório da PF é que a advogada Roberta Rangel, ex-mulher de Toffoli, trabalhou no escritório de Walfrido Warde, que teve Vorcaro como cliente. Roberta esteve no escritório de 2021 a 2023, ou seja, dois anos antes do escândalo das fraudes que o Banco Central encontrou no Master. A PF também descobriu a existência de troca de mensagens de texto em que o ministro aparece como um possível aliado de Vorcaro numa causa no Supremo. Mas, ao final do processo, Toffoli votou contra o pedido do banqueiro do Master.
Por fim, a PF menciona a existência de uma possível intimidação entre Toffoli e Vorcaro pelo fato de o ministro ter participado de eventos patrocinados pelo Banco Master. Mas o documento da PF não menciona que outras autoridades dos Três Poderes participaram do mesmo evento, incluindo o próprio diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e outro ministro do STF, Alexandre de Moraes.
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