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Por que Pernambuco registra mais ataques de tubarão que o Sudeste?

Redação Por Redação
12 de fevereiro de 2026
Em Notícias
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Por que Pernambuco registra mais ataques de tubarão que o Sudeste?
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Por que Pernambuco registra mais ataques de tubarão que o Sudeste?
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Por que Pernambuco registra mais ataques de tubarão que o Sudeste? Um trecho de 33 quilômetros do litoral de Pernambuco é considerado uma área de maior risco para incidentes com tubarões em toda a costa brasileira. Em 34 anos, foram registradas 82 mordidas e 27 mortes nesse pedaço do litoral. O número contrasta com a realidade do Sudeste, onde, apesar de espécies inconvenientes — como o tubarão‑tigre — circulam em áreas turísticas, os registros de ataques são praticamente inexistentes. A diferença entre as duas regiões, segundo especialistas, é principalmente nas condições ambientais e no impacto das atividades humanas. Saiba mais abaixo. Ambiente desequilibrado x ambiente saudável Na Baía da Ilha Grande, no litoral do Rio de Janeiro, cientistas do Instituto Pro Shark identificaram grupos de tubarões-tigre — espécie considerada uma das mais agressivas — nadando juntos, comportamento incomum para a espécie. Até então, acreditava-se que o tubarão‑tigre era solitário. Mesmo assim, nunca houve registro de ataque dentro da baía. Segundo os pesquisadores envolvidos no monitoramento, o que protege turistas e moradores é o equilíbrio ambiental da região. A área possui: manguezais preservados, trechos com exclusão de pesca, grande disponibilidade de alimentos, áreas de proteção ambiental bem conservadas. Esse conjunto reduz drasticamente a chance de que os tubarões se aproximem da zona de banho em busca de comida. “O ambiente é extremamente equilibrado”, diz uma das pesquisadoras. Com alimento abundante e pouco estresse ambiental, os animais não precisam alterar seu comportamento natural. Tubarão-tigre no Sudeste: quais são os riscos da espécie prejudicial de tubarão monitorada pela 1ª vez no Rio Por que Pernambuco registra mais ataques de tubarão que o Sudeste? Reprodução/TV Globo O contraste com Pernambuco: água turva, lixo e esgoto A situação em Pernambuco é oposta. Em um trecho de 33 quilômetros entre Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes, as condições ambientais favorecem a aproximação dos tubarões à costa — e aumentam o risco de incidentes. Pesquisadores destacam três fatores principais: 1. Correntes que trazem lixo e lixo Correntes marítimas levam lixo e esgoto diretamente para a faixa de praia. Esse material atrai peixes, que por sua vez atraem tubarões. Com a água mais turva, a visibilidade diminui, aumentando a chance de um ataque por engano. 2. Áreas de reprodução próximas da costa O tubarão‑cabeça‑chata, envolvido em diversos ataques, utiliza parte do litoral para reprodução. As mulheres prenhes ficam mais perto da praia, aumentando o risco. Foi o caso do ataque que matou o jovem Deivison, de 13 anos, em Olinda, segundo pesquisadores que estimaram o tamanho do animal pelo formato da mordida. 3. A influência do Porto de Suape O canal aberto para a construção e operação do porto alterou significativamente a geografia e a dinâmica costeira. Segundo especialistas, esse canal: criou uma rota de passagem de peixes — alimento de tubarões; ficou muito próximo da prática de banho de mar; aumentou o fluxo de embarcações, que descartou restos orgânicos. Monitoramento interrompido agravou o problema Em Pernambuco, o monitoramento científico — realizado por anos pelo barco de pesquisa Sinuelo — foi interrompido há 11 anos por falta de palavras. Desde então, mesmo sem acompanhamento técnico, o número de vítimas continua subindo. Somente após ataques recentes, incluindo em Fernando de Noronha, o governo estadual decidiu retomar o monitoramento, com captura, microchipagem e soltura dos animais. Oferta irregular de alimentação muda comportamento dos tubarões Em Noronha, por exemplo, um ataque recente foi causado por um tubarão-lixa, espécie considerada pouco agressiva. Pesquisadores atribuem o incidente às reações dos animais às mudanças climáticas. O padrão se repete nas áreas urbanizadas do Recife, onde resíduos atraem cardumes e deslocam tubarões para camadas mais superficiais. Pela primeira vez, cientistas monitoram tubarões-tigre na região Sudeste Reprodução/TV Globo Veja a reportagem completa no vídeo abaixo: Pela primeira vez, cientistas monitoram tubarões-tigre na região Sudeste Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curto ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. PRAZER, RENATA O podcast ‘Prazer, Renata’ está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts. Siga, assine e curta o ‘Prazer, Renata’ na sua plataforma preferida.
Por que Pernambuco registra mais ataques de tubarão que o Sudeste? Um trecho de 33 quilômetros do litoral de Pernambuco é considerado uma área de maior risco para incidentes com tubarões em toda a costa brasileira. Em 34 anos, foram registradas 82 mordidas e 27 mortes nesse pedaço do litoral. O número contrasta com a realidade do Sudeste, onde, apesar de espécies inconvenientes — como o tubarão‑tigre — circulam em áreas turísticas, os registros de ataques são praticamente inexistentes. A diferença entre as duas regiões, segundo especialistas, é principalmente nas condições ambientais e no impacto das atividades humanas. Saiba mais abaixo. Ambiente desequilibrado x ambiente saudável Na Baía da Ilha Grande, no litoral do Rio de Janeiro, cientistas do Instituto Pro Shark identificaram grupos de tubarões-tigre — espécie considerada uma das mais agressivas — nadando juntos, comportamento incomum para a espécie. Até então, acreditava-se que o tubarão‑tigre era solitário. Mesmo assim, nunca houve registro de ataque dentro da baía. Segundo os pesquisadores envolvidos no monitoramento, o que protege turistas e moradores é o equilíbrio ambiental da região. A área possui: manguezais preservados, trechos com exclusão de pesca, grande disponibilidade de alimentos, áreas de proteção ambiental bem conservadas. Esse conjunto reduz drasticamente a chance de que os tubarões se aproximem da zona de banho em busca de comida. “O ambiente é extremamente equilibrado”, diz uma das pesquisadoras. Com alimento abundante e pouco estresse ambiental, os animais não precisam alterar seu comportamento natural. Tubarão-tigre no Sudeste: quais são os riscos da espécie prejudicial de tubarão monitorada pela 1ª vez no Rio Por que Pernambuco registra mais ataques de tubarão que o Sudeste? Reprodução/TV Globo O contraste com Pernambuco: água turva, lixo e esgoto A situação em Pernambuco é oposta. Em um trecho de 33 quilômetros entre Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes, as condições ambientais favorecem a aproximação dos tubarões à costa — e aumentam o risco de incidentes. Pesquisadores destacam três fatores principais: 1. Correntes que trazem lixo e lixo Correntes marítimas levam lixo e esgoto diretamente para a faixa de praia. Esse material atrai peixes, que por sua vez atraem tubarões. Com a água mais turva, a visibilidade diminui, aumentando a chance de um ataque por engano. 2. Áreas de reprodução próximas da costa O tubarão‑cabeça‑chata, envolvido em diversos ataques, utiliza parte do litoral para reprodução. As mulheres prenhes ficam mais perto da praia, aumentando o risco. Foi o caso do ataque que matou o jovem Deivison, de 13 anos, em Olinda, segundo pesquisadores que estimaram o tamanho do animal pelo formato da mordida. 3. A influência do Porto de Suape O canal aberto para a construção e operação do porto alterou significativamente a geografia e a dinâmica costeira. Segundo especialistas, esse canal: criou uma rota de passagem de peixes — alimento de tubarões; ficou muito próximo da prática de banho de mar; aumentou o fluxo de embarcações, que descartou restos orgânicos. Monitoramento interrompido agravou o problema Em Pernambuco, o monitoramento científico — realizado por anos pelo barco de pesquisa Sinuelo — foi interrompido há 11 anos por falta de palavras. Desde então, mesmo sem acompanhamento técnico, o número de vítimas continua subindo. Somente após ataques recentes, incluindo em Fernando de Noronha, o governo estadual decidiu retomar o monitoramento, com captura, microchipagem e soltura dos animais. Oferta irregular de alimentação muda comportamento dos tubarões Em Noronha, por exemplo, um ataque recente foi causado por um tubarão-lixa, espécie considerada pouco agressiva. Pesquisadores atribuem o incidente às reações dos animais às mudanças climáticas. O padrão se repete nas áreas urbanizadas do Recife, onde resíduos atraem cardumes e deslocam tubarões para camadas mais superficiais. Pela primeira vez, cientistas monitoram tubarões-tigre na região Sudeste Reprodução/TV Globo Veja a reportagem completa no vídeo abaixo: Pela primeira vez, cientistas monitoram tubarões-tigre na região Sudeste Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curto ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. PRAZER, RENATA O podcast ‘Prazer, Renata’ está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts. Siga, assine e curta o ‘Prazer, Renata’ na sua plataforma preferida.[/gpt3]

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