Consórcio Nova Via Mobilidade vence leilão sem concorrentes e vai assumir a Supervia
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Cresce número de roubos e furtos em trens e estações da Supervia O leilão judicial que define a nova operadora do sistema de trens da Supervia, realizado nesta terça-feira (10), teve apenas um concorrente. O vencedor foi o Consórcio Nova Via Mobilidade. A Nova Via Mobilidade não tem relação com a Via Mobilidade. O valor estimado para a contratação foi de R$ 660 milhões. A proposta apresentada pelo consórcio, e declarada vencedora, ofereceu desconto de 0,06% sobre a tarifa de pagamentos do contrato. O contrato inicial terá duração de 5 anos e cláusulas de remuneração por milhagem rodada. A assinatura do acordo está prevista para ainda neste mês. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Trem da Supervia Divulgação/Supervia O leilão foi realizado no âmbito do processo de recuperação judicial da Supervia. Após a assinatura do novo contrato, está prevista uma fase de operação assistida, com duração de 90 dias, período em que a operação atual e a nova operação atuarão de forma conjunta. Mudança no modelo Pelo modelo definido, o pagamento do operador passará a ser feito por milhas rodadas, e não mais pela quantidade de passageiros transportados. Segundo o governo, a mudança busca dar maior previsibilidade ao controle das tarifas e reduzir pedidos de reequilíbrio contratual motivados pela queda de demanda. O contrato também prevê índices de desempenho que deverão ser cumpridos para garantir a qualidade do serviço. Cemitério de trens da Supervia Reprodução/TV Globo Para tornar o certo mais atrativo, foi criado a Unidade Produtiva Isolada Ferroviária (UPI Ferroviária), que permite ao novo operador assumir a gestão do sistema sem herdar as dívidas e os passivos judiciais da Supervia. Também foi instituído um fundo, a ser gerido pelo administrador judicial, com o objetivo de preservar a atividade econômica e evitar a interrupção do serviço durante a transição. A definição sobre a manutenção dos postos de trabalho caberá à nova operadora. Durante o período de transição, o governo estadual afirma ter investido R$ 160 milhões no sistema ferroviário, com ações como a substituição de cabos para reduzir furos e iniciativas para ampliar a oferta de viagens. A malha ferroviária do estado tem 270 quilômetros de extensão, cinco ramais e 104 estações, atendendo 12 municípios da Região Metropolitana. Atualmente, cerca de 300 mil passageiros utilizam os trens diariamente. LEIA TAMBÉM: Roubos, tráfego e sensação de abandono nas estações são desafios para nova operadora dos trens do RJ Muros abertos e falta de fiscalização: vistoria encontra 16 estações da SuperVia com falhas no controle de acesso Relatório aponta abandono, criminalidade e favelização nas estações da Supervia O Relatório aponta 17 estações sem acessibilidade, 11 sem segurança e 13 sem banheiros Superlotação e sucateamento A superlotação é uma das principais queixas dos usuários do Rio de Janeiro. Os passageiros relacionam-se com viagens em condições precárias, especialmente fora de períodos de operação especiais. “Quando tem jogo funciona que é uma beleza. Agora, quando não tem… a gente passa muito sufoco aqui”, afirmou uma usuária. Outro passageiro diz que a situação se repete há anos e varia de acordo com o dia e o horário. Problemas de manutenção também são visíveis em diversos ramos e estações. Banheiros em condições precárias, escadas rolantes quebradas e dificuldades de acessibilidade fazem parte da rotina de quem depende do transporte. “A gente quer reclamar, mas parece que a nossa voz não sai”, diz Ana, cuidadora de idosos, que causou dificuldades para subir escadas por causa de problemas de saúde. O valor da passagem, atualmente em R$ 7,60 — ou R$ 5 com a tarifa social — também é alvo de críticas. “Pelo serviço que eles oferecem tá caro”, afirma o militar Jeferson Cabral de Santana. Concessão desde 1998 A concessão da SuperVia teve início em 1998. Ao longo dos anos, a empresa acumulou problemas financeiros e operacionais. Em 2023, a supervisão comunicou oficialmente ao governo estadual que não tinha mais condições de manter a operação, citando prejuízos causados pela pandemia, furtos de cabos e o congelamento da tarifa. Um acordo judicial prorroga a atuação da SuperVia até março de 2026, prazo em que a nova operadora definida pelo leilão judicial deverá assumir integralmente o sistema ferroviário do estado.
Cresce número de roubos e furtos em trens e estações da Supervia O leilão judicial que define a nova operadora do sistema de trens da Supervia, realizado nesta terça-feira (10), teve apenas um concorrente. O vencedor foi o Consórcio Nova Via Mobilidade. A Nova Via Mobilidade não tem relação com a Via Mobilidade. O valor estimado para a contratação foi de R$ 660 milhões. A proposta apresentada pelo consórcio, e declarada vencedora, ofereceu desconto de 0,06% sobre a tarifa de pagamentos do contrato. O contrato inicial terá duração de 5 anos e cláusulas de remuneração por milhagem rodada. A assinatura do acordo está prevista para ainda neste mês. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Trem da Supervia Divulgação/Supervia O leilão foi realizado no âmbito do processo de recuperação judicial da Supervia. Após a assinatura do novo contrato, está prevista uma fase de operação assistida, com duração de 90 dias, período em que a operação atual e a nova operação atuarão de forma conjunta. Mudança no modelo Pelo modelo definido, o pagamento do operador passará a ser feito por milhas rodadas, e não mais pela quantidade de passageiros transportados. Segundo o governo, a mudança busca dar maior previsibilidade ao controle das tarifas e reduzir pedidos de reequilíbrio contratual motivados pela queda de demanda. O contrato também prevê índices de desempenho que deverão ser cumpridos para garantir a qualidade do serviço. Cemitério de trens da Supervia Reprodução/TV Globo Para tornar o certo mais atrativo, foi criado a Unidade Produtiva Isolada Ferroviária (UPI Ferroviária), que permite ao novo operador assumir a gestão do sistema sem herdar as dívidas e os passivos judiciais da Supervia. Também foi instituído um fundo, a ser gerido pelo administrador judicial, com o objetivo de preservar a atividade econômica e evitar a interrupção do serviço durante a transição. A definição sobre a manutenção dos postos de trabalho caberá à nova operadora. Durante o período de transição, o governo estadual afirma ter investido R$ 160 milhões no sistema ferroviário, com ações como a substituição de cabos para reduzir furos e iniciativas para ampliar a oferta de viagens. A malha ferroviária do estado tem 270 quilômetros de extensão, cinco ramais e 104 estações, atendendo 12 municípios da Região Metropolitana. Atualmente, cerca de 300 mil passageiros utilizam os trens diariamente. LEIA TAMBÉM: Roubos, tráfego e sensação de abandono nas estações são desafios para nova operadora dos trens do RJ Muros abertos e falta de fiscalização: vistoria encontra 16 estações da SuperVia com falhas no controle de acesso Relatório aponta abandono, criminalidade e favelização nas estações da Supervia O Relatório aponta 17 estações sem acessibilidade, 11 sem segurança e 13 sem banheiros Superlotação e sucateamento A superlotação é uma das principais queixas dos usuários do Rio de Janeiro. Os passageiros relacionam-se com viagens em condições precárias, especialmente fora de períodos de operação especiais. “Quando tem jogo funciona que é uma beleza. Agora, quando não tem… a gente passa muito sufoco aqui”, afirmou uma usuária. Outro passageiro diz que a situação se repete há anos e varia de acordo com o dia e o horário. Problemas de manutenção também são visíveis em diversos ramos e estações. Banheiros em condições precárias, escadas rolantes quebradas e dificuldades de acessibilidade fazem parte da rotina de quem depende do transporte. “A gente quer reclamar, mas parece que a nossa voz não sai”, diz Ana, cuidadora de idosos, que causou dificuldades para subir escadas por causa de problemas de saúde. O valor da passagem, atualmente em R$ 7,60 — ou R$ 5 com a tarifa social — também é alvo de críticas. “Pelo serviço que eles oferecem tá caro”, afirma o militar Jeferson Cabral de Santana. Concessão desde 1998 A concessão da SuperVia teve início em 1998. Ao longo dos anos, a empresa acumulou problemas financeiros e operacionais. Em 2023, a supervisão comunicou oficialmente ao governo estadual que não tinha mais condições de manter a operação, citando prejuízos causados pela pandemia, furtos de cabos e o congelamento da tarifa. Um acordo judicial prorroga a atuação da SuperVia até março de 2026, prazo em que a nova operadora definida pelo leilão judicial deverá assumir integralmente o sistema ferroviário do estado.[/gpt3]











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