
O Brasil obteve 35 pontos no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), ficando na posição 107 entre 185 países avaliados. É o segundo pior índice da série histórica, atrás apenas de 2024, quando registrou 34 pontos. Mesmo assim, a variação de um ponto ainda está na margem de erro do levantamento e a posição no ranking se manteve. O relatório foi publicado nesta terça-feira (10).
O indicador é suspenso pela organização Transparência Internacional, que atua por “um mundo em que governos, empresas e o cotidiano das pessoas recebem livres de corrupção”. A 107ª posição é compartilhada com o Sri Lanka. A primeira colocação na lista é a Dinamarca (89) e os índices mais baixos são da Somália e do Sudão do Sul, ambos com nove pontos.
Tanto a mídia global quanto a das Américas são de 42 pontos. O Brasil mantém-se abaixo dessa média desde 2015. Nos quatro anos do governo de Jair Bolsonaro (PL), a nota ficou em 38. Até hoje, o registro positivo foi de 43 pontos, feito progresso nos anos de 2012 e 2014.
Na divulgação dos resultados, a organização cita dois escândalos de corrupção que marcaram 2025: as fraudes em descontos associativos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e as suspeitas de emissão de cédulas de crédito fraudulentas por parte do Banco Master.
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Quem determina os pontos de cada país?
Para chegar ao resultado, o estudo aciona 13 fontes independentes. A percepção avaliada não é da população em geral, mas de especialistas e executivos. Eles avaliaram questões como suborno, desvio de dinheiro público e uso de carga pública para obter benefícios pessoais.
“Para que uma fonte seja incluída no IPC, é necessário que ela garanta a qualidade e adequação de sua abordagem metodológica. Por essa razão, cada fonte deve ser
proveniente de uma instituição profissional que regista claramente a forma como a recolha dos seus dados e a sua abordagem de mensuração”, esclarece a nota metodológica. Entre as fontes estão o Banco Africano de Desenvolvimento, o jornal The Economist, o Banco Mundial, o Fórum Económico Mundial, universidades e consultorias de risco.
No relatório, a organização associada a nota baixa a países onde jornalistas são assassinados após denunciarem casos de corrupção: “Mais de 90% dessas mortes ocorreram em países que obtiveram menos de 50 pontos no IPC 50, grupo que abrange BrasilÍndia, México, Paquistão e Iraque, países especialmente perigosos para jornalistas que cobrem casos de corrupção”.











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