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Corpo de mãe que morreu soterrada em desabamento no Maracanã é enterrado

Redação Por Redação
3 de fevereiro de 2026
Em Notícias
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Corpo de mãe que morreu soterrada em desabamento no Maracanã é enterrado
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com

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Corpo de mãe que morreu soterrada em desabamento no Maracanã é enterrado
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Corpo de mãe que morreu soterrado em desabamento no Maracanã é enterrado O corpo de Michele Martins de Souza, de 40 anos, que morreu após a queda de duas casas na Favela do Metrô, na Zona Norte do Rio, foi enterrado nesta terça-feira (3). Durante o dia, funcionários da prefeitura demoliram parte dos 13 imóveis condenados pelo desabamento. Michele era ajudante de cozinha, mãe de quatro filhos e morava há cerca de 15 anos na comunidade. Segundo familiares e amigos, o maior sonho dela era deixar uma área de risco e garantir uma moradia segura para viver com os filhos. Duas filhas de Michele se feririam. Uma criança de 7 e outra de 14. A mais nova está internada após passar mais de 6 horas embaixo dos escombros. Veja vídeo do resgate. “Não sei o que vai ser da minha vida sem minha filha. Minha neta está no hospital, eu não tenho onde morar, não sei para onde vou agora”, lamenta a mãe da Michele, Lúcia Felix Martins. A ajudante de cozinha Michele Martins de Souza, de 40 anos, que morreu após a queda de 2 casas no Maracanã Reprodução 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Michele deixa quatro filhos, com idades entre 7 e 21 anos. Atualmente, ela estava desempregada, mas trabalhava como ajudante de cozinha e era conhecida na comunidade pela dedicação à família. De acordo com pessoas próximas, a família morava anteriormente no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, mas precisou deixar o local para não conseguir mais arcar com o valor do aluguel. A mudança para a antiga Favela do Metrô aconteceu porque a casa onde passou a viver estava vazia. Lúcia Félix Martins, mãe de Michele Reprodução/TV Globo “O sonho dela sempre foi sair dali. A gente rezava para conseguir uma casa segura, ser contemplado pela Minha Casa, Minha Vida”, contou Tácito Simões, que é produtor cultural e amigo de Michele. Ainda segundo Tácito, Michele comentou com frequência sobre a expectativa de que os prédios da Minha Casa, Minha Vida, que estão sendo construídos na Rua Visconde de Niterói, sejam destinados às famílias da comunidade. A esperança era conseguir um imóvel definitivo e sair da área considerada vulnerável. Segundo vizinhos de Michele, a família enfrentou problemas estruturais na moradia onde ocorreu o desabamento. Mapa mostra onde foi o desabamento no Maracanã Infografia: Bruna Azevedo/g1 Tácito Simões afirmou que Michele representa a realidade de muitas famílias da região, que vivem há anos em imóveis precários, à espera de políticas públicas de habitação. “Tiveram aqui com a Secretaria Municipal de Habitação, vieram falando que estavam fazendo um levantamento, mas não deram explicação do que era. De julho pra cá, eles vieram mais de 5 vezes e a gente não teve nenhuma posição da prefeitura. Precisou dessa tragédia pra ter Defesa Civil, pra ter assistência social, pra gente ter visibilidade. Porque durante anos a gente vem lutando e falando com a prefeitura. Isso aqui foi uma tragédia anunciada.” O caso é investigado pelas autoridades, que apuram as denúncias do desabamento das casas na antiga Favela do Metrô, próxima ao Maracanã. Em nota, a Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) informou que todos os cartões entregues aos moradores que tiveram suas casas interditadas na Favela do Metrô foram devidamente carregados com o valor de R$ 250. Segundo o órgão, “eles devem ser usados ​​na rede credenciada. Problemas na utilização devem ser informados ao CRAS Rosani Cunha, que atende a região”. Michele Martins, de 40 anos, morta após o abandono de 2 casas no Maracanã Arquivo pessoal
Corpo de mãe que morreu soterrado em desabamento no Maracanã é enterrado O corpo de Michele Martins de Souza, de 40 anos, que morreu após a queda de duas casas na Favela do Metrô, na Zona Norte do Rio, foi enterrado nesta terça-feira (3). Durante o dia, funcionários da prefeitura demoliram parte dos 13 imóveis condenados pelo desabamento. Michele era ajudante de cozinha, mãe de quatro filhos e morava há cerca de 15 anos na comunidade. Segundo familiares e amigos, o maior sonho dela era deixar uma área de risco e garantir uma moradia segura para viver com os filhos. Duas filhas de Michele se feririam. Uma criança de 7 e outra de 14. A mais nova está internada após passar mais de 6 horas embaixo dos escombros. Veja vídeo do resgate. “Não sei o que vai ser da minha vida sem minha filha. Minha neta está no hospital, eu não tenho onde morar, não sei para onde vou agora”, lamenta a mãe da Michele, Lúcia Felix Martins. A ajudante de cozinha Michele Martins de Souza, de 40 anos, que morreu após a queda de 2 casas no Maracanã Reprodução 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Michele deixa quatro filhos, com idades entre 7 e 21 anos. Atualmente, ela estava desempregada, mas trabalhava como ajudante de cozinha e era conhecida na comunidade pela dedicação à família. De acordo com pessoas próximas, a família morava anteriormente no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, mas precisou deixar o local para não conseguir mais arcar com o valor do aluguel. A mudança para a antiga Favela do Metrô aconteceu porque a casa onde passou a viver estava vazia. Lúcia Félix Martins, mãe de Michele Reprodução/TV Globo “O sonho dela sempre foi sair dali. A gente rezava para conseguir uma casa segura, ser contemplado pela Minha Casa, Minha Vida”, contou Tácito Simões, que é produtor cultural e amigo de Michele. Ainda segundo Tácito, Michele comentou com frequência sobre a expectativa de que os prédios da Minha Casa, Minha Vida, que estão sendo construídos na Rua Visconde de Niterói, sejam destinados às famílias da comunidade. A esperança era conseguir um imóvel definitivo e sair da área considerada vulnerável. Segundo vizinhos de Michele, a família enfrentou problemas estruturais na moradia onde ocorreu o desabamento. Mapa mostra onde foi o desabamento no Maracanã Infografia: Bruna Azevedo/g1 Tácito Simões afirmou que Michele representa a realidade de muitas famílias da região, que vivem há anos em imóveis precários, à espera de políticas públicas de habitação. “Tiveram aqui com a Secretaria Municipal de Habitação, vieram falando que estavam fazendo um levantamento, mas não deram explicação do que era. De julho pra cá, eles vieram mais de 5 vezes e a gente não teve nenhuma posição da prefeitura. Precisou dessa tragédia pra ter Defesa Civil, pra ter assistência social, pra gente ter visibilidade. Porque durante anos a gente vem lutando e falando com a prefeitura. Isso aqui foi uma tragédia anunciada.” O caso é investigado pelas autoridades, que apuram as denúncias do desabamento das casas na antiga Favela do Metrô, próxima ao Maracanã. Em nota, a Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) informou que todos os cartões entregues aos moradores que tiveram suas casas interditadas na Favela do Metrô foram devidamente carregados com o valor de R$ 250. Segundo o órgão, “eles devem ser usados ​​na rede credenciada. Problemas na utilização devem ser informados ao CRAS Rosani Cunha, que atende a região”. Michele Martins, de 40 anos, morta após o abandono de 2 casas no Maracanã Arquivo pessoal[/gpt3]

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