
Milhares de pessoas se reuniram nesta sexta-feira (23) em Washington, capital dos EUA, para a tradicional Marcha da Vida, manifestação anual contra o aborto que contornou com apoio público do presidente Donald Trump e com uma mensagem enviada pelo papa Leão XIV.
De acordo com os organizadores, a edição deste ano teve como lema “A vida é um presente”. Trump participou do ato por meio de uma mensagem em vídeo exibida em telão aos participantes. Na gravação, o presidente americano afirmou que a defesa da vida é “uma batalha que precisa ser travada e vencida não apenas nos corredores do poder, mas nos corações e nas almas das pessoas”.
O apoio da Casa Branca ao ato também foi reforçado pela presença do vice-presidente JD Vance, que discursou presencialmente no ato, realizado no National Mall. Em seu discurso, Vance destacou o compromisso do governo Trump com a agenda pró-vida e afirmou que a Casa Branca está trabalhando para reverter décadas de políticas federais que, segundo ele, favoreceram a ampliação do aborto no país.
A marcha ocorre quatro anos após a Suprema Corte dos EUA, em 2022, derrubar o precedente da Roe x Wade por meio do caso Dobbs v. Organização de Saúde Feminina de Jacksontransferindo para os 50 estados a competência para legislar sobre o aborto. Segundo os organizadores, a mobilização também serve para consolidar a decisão judicial e impulsionar novas leis contra o aborto em nível estadual e federal.
Durante o ato, também houve homenagens ao ativista conservador Charlie Kirk, fundador da organização Turning Point e aliado de Trump, assassinado em setembro de 2025 durante um evento universitário em Utah. Cartazes e slogans na memória de Kirk foram vistos ao longo da trajetória da manifestação.
O papa Leão XIV inveja uma mensagem aos participantes do ato em Washington. Segundo o Vaticano, o pontífice elogiou a marcha como um “testemunho público em favor da proteção do direito à vida” e afirmou que “sociedades elevadas são aquelas que preservam a vida humana em todas as suas etapas”.
Mesmo sob alertas meteorológicos por causa da forte tempestade de inverno que atinge parte dos Estados Unidos, manifestantes vindos de diversos estados participantes do ato. Segundo relatos coletados pela agência EFEmuitos afirmaram que a mobilização também busca influenciar o debate político antes das eleições legislativas de meio de mandatos previstos para novembro.












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