A proposta que acaba com uma jornada de trabalho 6 por 1 no Brasil pode ser votada no primeiro semestre deste ano. Essa é a expectativa do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos. Ele participou nesta quarta-feira do programa Bom Dia Ministro, da EBC.

Segundo o ministro, a proposta do governo é conseguir o máximo de 5 por 2, 40 horas semanais e sem redução de salário, para todos os setores da economia. E as discussões sobre a PEC avançaram no Congresso Nacional.
“Mas no caso da 6×1, em particular, há um avanço na discussão para que a gente vote ainda esse semestre o fim da escala 6×1 e consiga dar essa resposta para os trabalhadores”.
Boulos afirma que a redução da escala semanal vai dar melhores condições de vida e aumentar a produtividade, mas sofre forte resistência do lobby de alguns setores.
“É uma coisa impressionante. Parece que o mundo vai acabar. Uma coisa é você trabalhar para poder viver. Todo mundo precisa. Só herdeiros bilionários que não precisa. Todo mundo precisa. Outra coisa é você viver para trabalhar. É você não ter tempo para nada. Você não tem tempo para ficar com sua família, para cuidar de seus filhos, para fazer inclusive um curso de profissionalização, de qualificação, que vai aumentar sua produtividade como trabalhador”.
Outro ponto abordado na entrevista é a regulamentação no trabalho por aplicativos. Um grupo de trabalho, montado pelo governo, envolve empresas e trabalhadores para discutir o assunto e entregar um relatório até o fim deste mês.
Segundo o ministro, os pontos fundamentais são remuneração mínima, garantia previdenciária, ponto de apoio aos trabalhadores e transparência dos algoritmos. Ele também quer derrubar o dispositivo que exclui quem já foi condenado e pagou a pena.
“Tem que ter a oportunidade de poder reconstruir sua vida. Se não, o que vai acontecer com essa pessoa? Acaba voltando com o crime, é presa. Então você tem que dar essa oportunidade e muitas vezes esse trabalho por aplicativo é a oportunidade que uma pessoa tem de reconstruir sua vida”.
O ministro ainda afirmou que o “Orçamento do Povo” deverá ser lançado em fevereiro. É uma plataforma para que a população possa votar em quais projetos devem ter prioridade no orçamento. Por exemplo, se o município deve investir mais em ambulância ou transporte escolar. A meta, de acordo com Boulos, é chegar a 300 ou 400 municípios no primeiro ano.










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