Ex-ministro em governos do PT, o pré-candidato à Presidência da República Aldo Rebelo (DC) pode compor uma chapa tendo um ex-ministro do governo Bolsonaro como vice. Fabio Wajngarten tem reagido com animação a quem pergunta sobre a possibilidade de concorrer nas eleições de 2026 ao lado de Rebelo.
“As pesquisas mostram que, quanto mais candidatos de direita, melhor! O objetivo é único: derrotar a esquerda, derrotar o PT (no segundo turno)”, disse ele à reportagem da Gazeta do Povo.
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A candidatura teria sido sugerida por empresários e amigos em comum. O ex-secretário-executivo do Ministério das Comunicações no governo Bolsonaro destaca como qualidades do antigo dirigente esquerdista, afirmando que ele “presidiu a Câmara”, é promotor de um “Brasil forte” e “conhece os valores conservadores”.
Conversão à direita
Aldo passou quatro décadas no PCdoB, partido da base de governos da esquerda, ocupando diversos ministérios nos governos Lula e Dilma — sendo os mais importantes deles o da Defesa. Hoje, tem uma pauta nacionalista como bandeira, enquanto Wajngarten possui trânsito no mercado de comunicação e atua como estrategista político.
O rompimento de Aldo com o PCdoB e com a esquerda ocorreu em 2017, quando ele justificou sua saída pela defesa do que chamou de “interesses nacionalistas”. Na ocasião, criticou a priorização da pauta identitária e do “politicamente correto”.
Nos anos de 2020, você ingressou no PDT, mas já flertava abertamente com pautas conservadoras. Desde 8 de janeiro de 2023, afirma categoricamente que as manifestações na Esplanada não foram uma tentativa de golpe. Em 2024, foi indicado como secretário do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), com o apoio de Jair Bolsonaro.
A candidatura deve ser lançada oficialmente até o fim de janeiro, em São Paulo.
Alinhamento à família
A formação da dupla convidada chamou a atenção dos seguidores de Wajngarten nas redes sociais. Em seu perfil no X (antigo Twitter), uma seguidora o questionou sobre como sua aliança com Aldo se encaixaria na candidatura de Flávio Bolsonaro. Wajngarten respondeu:
“Estarei sempre, absolutamente, alinhado com a família. A prioridade total é cuidar do Presidente neste momento. Todo o resto é secundário.”











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