
Rocío San Miguel – ativista crítica de Nicolás Maduro – e Rafael Tudares, filho do presidente eleito da Venezuela, Edmundo González Urrutia -, foram libertados nesta quinta-feira (8), na Venezuela, no âmbito do processo de libertação de presos políticos anunciado pelo presidente do venezuelano, o chavista Jorge Rodríguez. As informações foram divulgadas por organizações de direitos humanos e opositores nas redes sociais.
Rodríguez anunciou nesta quinta, dias após a operação dos EUA em Caracas que culminou na captura de Maduro, que o regime chavista decidiu libertar “um número importante” de cidadãos venezuelanos e estrangeiros que estavam presos por razões políticas. De acordo com o parlamentar, a medida foi apresentada como um “gesto de busca da paz” e de convivência no país, e os procedimentos obtidos a serem executados imediatamente após o anúncio público.
Também foram libertados outros nomes ligados à oposição, entre eles Freddy Superlano, Juan Pablo Guanipa, Enrique Márquez e Javier Tarazona. As organizações informaram nas redes sociais que o número de libertações é considerado elevado e o processo pode se estender por vários dias.
De acordo com a organização de direitos humanos no Foro Penal, pelo menos 863 pessoas permaneceram presas ou sob perseguição por motivos políticos na Venezuela até o início desta semana.
O Ministério das Relações Exteriores da Espanha confirmou que há cidadãos espanhóis entre os libertadores. Segundo a chancelaria, a embaixada espanhola em Caracas acompanha o caso e está qualificada para prestar assistência consular às libertações, aguardando a divulgação de informações oficiais com mais detalhes.

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