
O presidente Donald Trump afirmou que a supervisão dos EUA sobre a Venezuela e a remoção de petróleo de suas enormes reservas duram anos. As declarações foram feitas durante entrevista ao jornal O jornal New York Times na noite desta quarta-feira (7).
O líder da Casa Branca insistiu que o regime interino do país – composto por antigos funcionários leais ao agora encarcerado ditador Nicolás Maduro – não está “entregando tudo o que consideramos necessário”.
“Só o tempo dirá”, respondeu Trump ao ser questionado sobre a duração dessa supervisão americana do país sul-americano.
“Vamos reconstruí-la de uma maneira muito lucrativa”, declarou Trump ao jornal. “Vamos usar o petróleo e vamos recebê-lo. Estamos baixando os preços do petróleo e vamos dar dinheiro à Venezuela, que precisa desesperadamente”.
As declarações de Trump surgem horas depois de funcionários de seu governo anunciarem que os EUA planejam assumir efetivamente o controle da venda do petróleo venezuelano indefinidamente, como parte de um plano de três fases que o secretário de Estado, Marco Rubio, falou aos membros do Congresso.
O presidente americano também não se comprometeu com uma data para a possível realização de eleições na Venezuela.
Durante a extensa entrevista ocorria, os jornalistas do Times observaram Trump fazer uma pausa para atender uma ligação do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que havia sido ameaçado pelo americano com um ataque ao país devido ao seu papel como centro de distribuição de cocaína.
Ao conectar a chamada, o presidente chamou os repórteres presentes no Salão Oval para acompanhar a conversa com Petro, sob a condição de que seu conteúdo não fosse gravado. Juntaram-se a ele na sala o vice-presidente JD Vance e Rubio, que vieram ao final da ligação.
Segundo o jornal americano, a ligação de Petro, que durou aproximadamente uma hora, pareceu dissipar qualquer ameaça imediata de ação militar americana, e Trump indicou acreditar que a “decapitação” do regime de Maduro intimidou outros líderes da região.
Ao longo da entrevista, Trump abordou uma ampla gama de assuntos, incluindo o tiroteio fatal de agentes do ICE em Minneapolis, a imigração, a guerra entre Rússia e Ucrânia, Groenlândia e a relação com a Otan.











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