
O ex-assessor da Presidência Filipe Martins foi transferido da Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, para o Complexo Médico Penal (CMP) em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, segundo sua defesa. A transação ocorreu entre segunda-feira (5) e terça-feira, sem comunicação prévia à defesa ou aos familiares, de acordo com o advogado Ricardo Scheiffer.
Martins havia sido preso preventivamente no último dia 2 de janeiro, pela determinação do ministro Alexandre de Moraes, sob a acusação de descumprir medidas cautelares ao suspeito de acessar a rede social LinkedIn. Desde então, ele permaneceu na unidade de Ponta Grossa, próximo à residência de sua família.
A diz defesa que descobriu a transferência de forma incidental. Ao entrar em contato com a direção da cadeia pública para informar sobre uma visita, o advogado foi notificado de que Martins já não estava na unidade. “Ninguém nos avisou”, diz Scheiffer.
A escolha do Complexo Médico Penal (CMP) marca o retorno de Martins à unidade onde esteve detido anteriormente por seis meses em 2024. Scheiffer diz que ainda não sabe o motivo da transferência.
Na nova unidade em Pinhais, segundo o advogado, Filipe Martins foi alocada em uma cela separada, por razões de segurança. O advogado confirmado já visitou o cliente no CMP após localizar seu paradeiro.
UM Gazeta do Povo entrou em contato com o Departamento de Polícia Penal (Deppen), a Polícia Federal (PF) e a Secretaria de Segurança Pública do Paraná questionando os motivos da transferência repentina e da falha na comunicação. Em caso de resposta, este texto será atualizado com as informações.











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