• Anuncie
  • Contato
  • Home
  • Política
  • Política de privacidade
  • Quem Somos
  • Trabalhe Conosco
BCN
  • Menu
    • Política
    • Economia
    • São Paulo
    • Brasil
    • Educação
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Saúde
    • Mundo
    • Tecnologia
    • Vídeos
  • Política de privacidade
Sem Resultado
Ver todos os resultados
  • Menu
    • Política
    • Economia
    • São Paulo
    • Brasil
    • Educação
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Saúde
    • Mundo
    • Tecnologia
    • Vídeos
  • Política de privacidade
Sem Resultado
Ver todos os resultados
BCN
Sem Resultado
Ver todos os resultados

Captura de Maduro pelos EUA afeta reeleição de Lula

Redação Por Redação
5 de janeiro de 2026
Em Notícias
A A
Captura de Maduro pelos EUA afeta reeleição de Lula
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



O ano da corrida presidencial no Brasil começa sob o impacto da captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, episódio que enfraqueceu o Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por sair em defesa do presidente do ditador venezuelano e ignorar o fato de o regime chavista ser amplamente acusado de autoritarismo, fraudes e denúncias de direitos humanos. Os efeitos dessa crise podem afetar sua campanha pela reeleição.

Para especialistas ouvidos pela Gazeta do Povoo embate entre os discursos contra e a favor da operação militar americana na América do Sul pode transbordar a política externa e influenciar diretamente o ambiente eleitoral ao longo do ano. Não por acaso, o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato a presidente e principal rival de Lula nas urnas, foi na linha oposta ao Palácio do Planalto e explorou as ligações históricas entre o petista e o chavismo.

Na América Latina e no plano político brasileiro, o efeito imediato foi o reforço da polarização, com líderes e governos de esquerda adotando postura crítica à ação americana, enquanto a direita passou a enfatizar os bons ventos trazidos pela queda da ditadura venezuelana e um alinhamento de sinalização com Washington. Nas redes sociais, os parlamentares brasileiros da oposição apontaram contradições da esquerda e exigiram posições claras.

A captura de Maduro anunciada na madrugada de sábado (3) marcou ponto de virada na política de segurança americana, com disposição em empregar força, reinterpretando a Doutrina Monroe, do século 19, segundo a qual as Américas são área de influência de Washington. O ditador foi levado à Justiça de Nova York para responder ao narcoterrorismo, após semanas de avaliações e tensões e iniciativas movimentações militares no Caribe.

O professor de Relações Internacionais Daniel Afonso da Silva, da USP, avalia que, por pragmatismo eleitoral, Lula pode virar uma página mais rapidamente do que seu partido. Mas alerta: um posicionamento equivocado sobre a queda de Maduro tende a produzir efeitos duradouros nas eleições presidenciais e até de governadores. “Não dá simplesmente para condenar a queda de Maduro quando os venezuelanos espalhados por vários estados brasileiros aprovam e exaltam esse estágio”, afirma.

Ao analisar o papel do Brasil, Silva é crítico da diplomacia do governo petista em relação à Venezuela. Para ele, há um descompasso entre a visão técnica do Itamaraty e a orientação política da gestão atual. “Nenhum diplomata no primeiro escalonamento aceitava a situação venezuelana ou duvidava sobre a natureza do regime. O problema sempre esteve no núcleo duro do PT, historicamente leal ao chavismo e nostálgico dos tempos de Hugo Chávez”, diz.

Lula pode tentar angariar apoio com discurso antiamericano

No plano eleitoral, Olavo Caiuby Bernardes, advogado especializado em Direito Internacional, avalia que o episódio pode produzir efeitos ambíguos. Assim como ocorreu no debate sobre a tarifação americana aos produtos brasileiros, ele aponta que teria espaço para Lula tentar capitalizar apoio interno com discurso nacionalista, crítico à intervenção americana e à violação da soberania regional.

Esse movimento, no entanto, dependerá do comportamento da oposição. Segundo ele, se não calibrar bem o tom e a estratégia, corre o risco de desenvolver a narrativa do Palácio do Planalto e transformar um episódio desfavorável à diplomacia em ativo político para o petista – como ocorreu no caso do tarifaço de Trump aos produtos brasileiros.

Mas, em meio à ruptura institucional gerada pela operação, Bernardes não identificou nenhum risco de a pressão americana se voltar diretamente contra o Brasil, como ocorreu em seguida com a Colômbia.

Além disso, o professor cita uma eventual disputa sobre quem ocupará o aspirador de pó em Caracas como principal incógnita aberta pela queda de Maduro. Para ele, a saída do ditador de que “mergulhou a Venezuela no caos” representa um rompimento para os venezuelanos, embora o meio empresário pelos EUA tenha ocasionado debates do ponto de vista jurídico.

O Itamaraty tenta equilibrar a captura e o diálogo com os EUA

Para o Brasil, o episódio envia sinal claro sobre o novo cenário geopolítico e obriga o governo a equilibrar respostas delicadas. O Itamaraty garante que a situação na fronteira com a Venezuela segue tranquila, mas autoridades monitoram de perto a passagem terrestre em Roraima, principal entrada dos venezuelanos.

A ação americana também colocou Lula em posição sensível, já que o petista condenou a operação como sendo violação da soberania venezuelana, ao mesmo tempo em que tenta manter canais de diálogo com Washington.

Especialistas alertam que a estratégia americana com foco em segurança, narcotráfico e contenção de influências externas pode ter implicações mais amplas para a atuação brasileira em temas de cooperação regional.

Lula criticou com veemência a ação do governo de Donald Trump na Venezuela e afirmou que os ataques “ultrapassam linha inaceitável” e representam “precedente extremamente perigoso” para a comunidade internacional.

A situação expõe ainda a postura ambígua de Lula em relação à guerra na Ucrânia, em que evita condenar Vladimir Putin e sugere responsabilidade partilhada pelo conflito. Isso reflete a estratégia de fortalecimento de alianças no bloco dos BRICS enquanto rejeita a influência americana na América Latina. Esse duplo padrão tem gerado críticas tanto internas quanto externas sobre a coerência da política externa do Brasil.

O cientista político Ismael Almeida disse que o regime de Maduro manteve-se por anos à vista do mundo por meio de repressão, fraude eleitoral e visibilidade de direitos humanos documentados por relatórios da ONU e investigações independentes, enquanto a comunidade internacional optou por omissão, relativismo e gestos diplomáticos nulos.

“Na prática, essa postura – na qual se encaixa bem com a de Lula – validou a ditadura, diante da falência de organismos multilaterais em produzir consequências”, diz.

Para Daniel Afonso da Silva, professor de Relações Internacionais da USP, os próximos dias ainda serão marcados por um confronto global intenso de narrativas em torno da captura de Maduro. Segundo ele, há “guerra de desinformação e de exortações ao constrangimento”, que tende a produzir uma “hipocrisia generalizada” ao deslocar o foco central da operação.

“O regime chavista é notavelmente ilegal, imoral e injusto para a população venezuelana. Trump avisou desde o primeiro mandato, tentou negociar e foi sistematicamente ignorado por Maduro e, também, por países da região, sobretudo o Brasil. O desfecho extremo foi a operação de sábado”, afirma.

Na avaliação do professor, a transição política na Venezuela será lenta, gradual e ainda cercada de incertezas. Isso porque o país vive um quadro de colapso institucional profundo, com múltiplas lideranças “autodeclaradas” no exílio e, ao mesmo tempo, com o retorno de atores políticos, econômicos e sociais que tentaram participar da defesa nacional.

Brasil e 4 países governados pela esquerda condenam a operação dos EUA; Milei apoia ação de Trump

O Brasil e outros quatro países latino-americanos divulgaram no domingo (4) nota conjunta manifestando “profunda preocupação e rechaço” à ação dos EUA para remover Maduro do poder e afirmaram que o ataque viola os princípios da Carta da ONU, fere a soberania e a integridade territorial da Venezuela e cria precedente perigoso para a paz, a segurança regional e a ordem internacional, além de colocar a população civil em risco.

Em contraste com a mensagem de governos de esquerda — Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha —, a Argentina articula a formação de bloco regional de governos de direita, alinhado ao combate a regimes autoritários e proximidade estratégica com os EUA.

Sob liderança do presidente argentino, Javier Milei, a ação rompe com o consenso diplomático tradicional da região e expõe a divisão ideológica em torno da ação contra Maduro: defesa dos direitos humanos versus camada interna com o chavismo.

Compartilhe isso:

  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Compartilhar no X(abre em nova janela) 18+

Curtir isso:

Curtir Carregando...
Tags: afetaamérica do sulamérica latinacapturadonald trumpeleiçõesEleições 2026euaEUA - Estados Unidosflavio bolsonaroitamaratylulaMaduronicolas maduroonupalácio do planaltopelosredes sociaisreeleiçãorelações internacionaisVenezuelaWashington
Postagem Anterior

Dólar cai para R$ 5,40 após invasão à Venezuela

Próxima Postagem

Deputado da Argentina pede extradição de Maduro

Próxima Postagem
Deputado da Argentina pede extradição de Maduro

Deputado da Argentina pede extradição de Maduro

Deixe o Seu Comentário

PREVISÃO DO TEMPO

Fonte de dados meteorológicos: Wetter 30 tage

VENDE – SE BANCO DIGITAL

VENDE SE BANCO DIGITAL

INVESTIGADOR PROFISSIONAL 11 98806-4613

INVESTIGADOR PARTICULAR 11 98806-4613

TERRENO EM JANAÚBA/MG (38) 9.9154-0000

JASMIRA IMÓVEIS (38) 9.8831-0162

COMPRA - VENDE - ALUGA E ADMINISTRA

CERTIFICADO DIGITAL SEM SAIR DE CASA

JASMIRA IMÓVEIS (38) 9.8831-0162

INVESTIGADOR DIGITAL 11 98806-4613

IINVESTIGADOR DIGITAL 11 98806-4613
Foto: Reprodução

CURSOS ONLINE

  • Anuncie
  • Contato
  • Home
  • Política
  • Política de privacidade
  • Quem Somos
  • Trabalhe Conosco

© 2024 Rede BCN | Todos os direitos reservados. E-mail: redacao@redebcn.com.br

Sem Resultado
Ver todos os resultados
  • Menu
    • Política
    • Economia
    • São Paulo
    • Brasil
    • Educação
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Saúde
    • Mundo
    • Tecnologia
    • Vídeos
  • Política de privacidade

© 2024 Rede BCN | Todos os direitos reservados. E-mail: redacao@redebcn.com.br

Vá para versão mobile
%d