
Ao ser questionado sobre um suposto ataque terrestre dos EUA, em uma entrevista especial transmitida no canal estatal VTV nesta quinta-feira (1º), o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que o sistema defensivo de seu país “garantiu e garante a integridade territorial” venezuelana.
“O sistema defensivo nacional, que combina a força popular, militar e policial, garantiu e garante a integridade territorial, a paz do país e o uso e gozo de todos os nossos territórios, e nosso povo está seguro e em paz”, comentou, sem negar ou confirmar o ataque que teria sido encerrado pela CIA na véspera do Natal a uma área portuária ligada ao tráfico de drogas na Venezuela.
Na entrevista, Maduro também contou que teve “apenas uma conversa” com o presidente americano, Donald Trump, em uma tentativa de “especulações” esclarecedoras após uma declaração feita pelo republicano na segunda-feira sobre um telefonema “muito recente”.
“Estive vendo especulações sobre uma segunda conversa. Nós tivemos apenas uma conversa. Ele me ligou na sexta-feira, 21 de novembro, da Casa Branca. E eu estive no Palácio Miraflores”, disse Maduro, acrescentando que a conversa foi “muito respeitosa” e durou “10 minutos”.
“A primeira coisa que ele me disse foi: ‘Sr. Presidente Maduro’. E eu lhe disse: ‘Sr. Presidente, Donald Trump'”, contou Maduro, que dirigia seu carro enquanto concedia sua entrevista tradicional de 1º de janeiro.
O ditador venezuelano também disse que a conversa com Trump foi “agradável”, mas que as “evoluções” posteriores “não foram definidas”.
Na última segunda-feira, Trump afirmou que falou “muito recentemente” com Maduro, mas que uma conversa não foi frutífera para reduzir a pressão de Washington contra a Venezuela, no contexto de uma campanha para combater o narcotráfico, pelo qual culpa o país sul-americano.
“Falei com ele. Muito recentemente. Mas não saiu muita coisa disso”, disse Trump à imprensa ao ser questionado sobre o assunto.











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