
Em 2025, 17 missões católicas foram mortas em todo o mundo, quatro delas no continente americano, entre México, Haiti e Estados Unidos. Os dados são do relatório anual da agência vaticana Fides publicado nesta terça-feira (30).
Esse é um dos números mais baixos dos últimos tempos, embora represente um aumento em comparação aos 13 assassinados em 2024.
O continente mais letal para esses missionários, padres, freiras, seminaristas ou leigos foi novamente para a África, onde houve um total de dez assassinados.
O país mais perigoso para os católicos tem sido a Nigéria, onde cinco seminaristas e padres foram sequestrados e mortos em contextos diferentes, porém violentos, seguidos por Burkina Faso (2), Quênia (1), Serra Leoa (1) e Sudão (1).
Além disso, o relatório Fides deste ano também incluiu o caso do padre Tobias Chukwujekwu, atacado por guerrilheiros em Burkina Faso em 26 de dezembro de 2024.
Na América, duas freiras, Evanette Onezaire e Jeanne Voltaire, foram assassinadas em 31 de março no Haiti por gangues armadas e, no México, o corpo sem vida do padre Bertoldo Pantaleón Estrada foi encontrado em 6 de outubro entre as cidades de Zumpango e Mezcala, dois dias após seu desaparecimento.
O quarto caso americano é o do pároco de Sêneca (Kansas, EUA), Arul Carasala, baleado em 3 de abril em sua residência.
Na Europa, em 2025, um padre, Grzegorz Dymek, foi assassinado. O corpo do sacerdote foi encontrado estrangulado em 13 de fevereiro em sua residência na Polônia.
Na Ásia, duas missões morreram: o padre birmanês Donald Martin, no contexto da guerra civil em seu país, e o leigo filipino Mark Christian Malacca foi vitimado por arma de fogo.
O relatório da Fides, uma agência do Vaticano dedicada desde 1927 às Sociedades Missionárias Pontifícias, contabilizou 626 assassinatos no primeiro quarto deste século, entre os anos de 2000 e 2025.

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