Arsenal do crime organizado fica mais modernizado com pistolas e fuzis, indica Sou da Paz
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Arsenal do crime organizado fica mais modernizado com pistolas e fuzis, indica Sou da Paz O crime organizado tem se divulgado nos últimos anos de armas mais novas e cinco mais modernas, segundo estudo inédito divulgado pelo Instituto Sou da Paz, que analisou armamentos apreendidos com criminosos na região Sudeste. Uma pesquisa conjunta que o percentual de pistolas nas mãos do crime organizado cresceu em relação aos revólveres entre 2018 e 2023 em São Paulo, Minas, Rio e Espírito Santo. Mais modernas, as pistolas passaram de 25% do total apreendido em 2018 para 36% em 2023. Enquanto as revólveres foram de 42% para 37,6% no mesmo período. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Há diferenças entre os dois tipos de armas: pistolas carregam mais balas (de 12 a mais de 20) em seus pentes, possuem menor tempo entre um disparo e outro (a chamada cadência de tiro) e têm uma potência do tiro maior (453,56 joules nos modelos 9mm, por exemplo); revólveres têm de 5 a 8 balas em seus tambores, que demoram mais tempo para ficarem preparados até o próximo tiro, e apresentam potência inferior (342 joules, no caso do revólver 38). Troca de calibre Especialistas fornecem uma transformação significativa no perfil das armas em circulação. Essa mudança traz implicações diretas para a letalidade e a segurança pública, segundo os pesquisadores do Sou da Paz. “O que mudou, e o que estamos chamando de modernização, é na categoria do porte de arma. Estamos vendendo uma substituição muito rápida dos revólveres pelas pistolas, uma mudança muito importante”, afirma Bruno Langeani, consultor sênior do Instituto Sou da Paz. “A gente está falando de uma troca do calibre 38 pelo calibre 9 mm, que é um calibre que dispara com 40% mais energia, então ele vai ser mais letal, vai gerar mais bala perdida, é um calibre que preocupa mais”, exemplifica o especialista. LEIA MAIS Como a pistola 9mm superou o revólver 38 e a 380 como arma mais popular do Brasil ‘Banco de DNA’ das balas auxilia polícia em 9 mil investigações; veja como funciona DNA da bala: veja como marcas deixadas nos projetos ajudaram a polícia a identificar serial killer e ligar milícia a 46 mortes Como a pistola 9mm superou o revólver 38 e a 380 como arma mais popular do Brasil Outras armas que tiveram aumento nas apreensões entre 2018 e 2023 foram os fuzis (de 1,6% para 2,9%) e as submetralhadoras (de 0,7% para 1,4%). Mesmo ainda abaixo de revólveres e pistolas — que juntos somam 68,5% do mercado ilegal — os pesquisadores alertaram para a presença crescente de armamento de grosso calibre na região. “O movimento acompanha a modernização do mercado ilegal de armas no país, impulsionada pela maior facilidade de acesso ao armamento no período”, aponta o estudo. Balas de calibre .380 (à esq.) e de 9mm (à dir.) Luiz Gabriel Franco/g1 O levantamento também analisou o “tempo para o crime”, intervalo entre a fabricação da arma e sua apreensão. “Em todos os estados desenvolvidos, as armas têm mais novas. Os armamentos recentes estão entrando mais rápido no crime”, afirma Langeani. Segundo o Instituto Sou da Paz, um dos fatores é o desvio de armas compradas por caçadores, caçadores e colecionadores (CACs), que tiveram acesso facilitado durante o governo Jair Bolsonaro (PL). “No Espírito Santo, por exemplo, armas apreendidas com até dois anos de fabricação passaram de 33 em 2018 para 200 em 2023”, destaca. Cidades com mais armas apreendidas por habitantes Uma pesquisa mostra quais são as cidades que tiveram mais armas apreendidas por grupo de 100 mil habitantes, taxas que ajudam a relacionar o número bruto das apreensões com a população local. Veja abaixo: Espírito Santo Cidades do ES com mais armas apreendidas por habitante Minas Gerais Cidades de MG com mais armas apreendidas por habitantes Rio de Janeiro Cidades do RJ com mais armas apreendidas por habitantes São Paulo Cidades de SP com mais armas apreendidas por habitantes Revólver 38 (à esq.) e pistola 9mm (à dir.) Luiz Gabriel Franco/g1
Arsenal do crime organizado fica mais modernizado com pistolas e fuzis, indica Sou da Paz O crime organizado tem se divulgado nos últimos anos de armas mais novas e cinco mais modernas, segundo estudo inédito divulgado pelo Instituto Sou da Paz, que analisou armamentos apreendidos com criminosos na região Sudeste. Uma pesquisa conjunta que o percentual de pistolas nas mãos do crime organizado cresceu em relação aos revólveres entre 2018 e 2023 em São Paulo, Minas, Rio e Espírito Santo. Mais modernas, as pistolas passaram de 25% do total apreendido em 2018 para 36% em 2023. Enquanto as revólveres foram de 42% para 37,6% no mesmo período. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Há diferenças entre os dois tipos de armas: pistolas carregam mais balas (de 12 a mais de 20) em seus pentes, possuem menor tempo entre um disparo e outro (a chamada cadência de tiro) e têm uma potência do tiro maior (453,56 joules nos modelos 9mm, por exemplo); revólveres têm de 5 a 8 balas em seus tambores, que demoram mais tempo para ficarem preparados até o próximo tiro, e apresentam potência inferior (342 joules, no caso do revólver 38). Troca de calibre Especialistas fornecem uma transformação significativa no perfil das armas em circulação. Essa mudança traz implicações diretas para a letalidade e a segurança pública, segundo os pesquisadores do Sou da Paz. “O que mudou, e o que estamos chamando de modernização, é na categoria do porte de arma. Estamos vendendo uma substituição muito rápida dos revólveres pelas pistolas, uma mudança muito importante”, afirma Bruno Langeani, consultor sênior do Instituto Sou da Paz. “A gente está falando de uma troca do calibre 38 pelo calibre 9 mm, que é um calibre que dispara com 40% mais energia, então ele vai ser mais letal, vai gerar mais bala perdida, é um calibre que preocupa mais”, exemplifica o especialista. LEIA MAIS Como a pistola 9mm superou o revólver 38 e a 380 como arma mais popular do Brasil ‘Banco de DNA’ das balas auxilia polícia em 9 mil investigações; veja como funciona DNA da bala: veja como marcas deixadas nos projetos ajudaram a polícia a identificar serial killer e ligar milícia a 46 mortes Como a pistola 9mm superou o revólver 38 e a 380 como arma mais popular do Brasil Outras armas que tiveram aumento nas apreensões entre 2018 e 2023 foram os fuzis (de 1,6% para 2,9%) e as submetralhadoras (de 0,7% para 1,4%). Mesmo ainda abaixo de revólveres e pistolas — que juntos somam 68,5% do mercado ilegal — os pesquisadores alertaram para a presença crescente de armamento de grosso calibre na região. “O movimento acompanha a modernização do mercado ilegal de armas no país, impulsionada pela maior facilidade de acesso ao armamento no período”, aponta o estudo. Balas de calibre .380 (à esq.) e de 9mm (à dir.) Luiz Gabriel Franco/g1 O levantamento também analisou o “tempo para o crime”, intervalo entre a fabricação da arma e sua apreensão. “Em todos os estados desenvolvidos, as armas têm mais novas. Os armamentos recentes estão entrando mais rápido no crime”, afirma Langeani. Segundo o Instituto Sou da Paz, um dos fatores é o desvio de armas compradas por caçadores, caçadores e colecionadores (CACs), que tiveram acesso facilitado durante o governo Jair Bolsonaro (PL). “No Espírito Santo, por exemplo, armas apreendidas com até dois anos de fabricação passaram de 33 em 2018 para 200 em 2023”, destaca. Cidades com mais armas apreendidas por habitantes Uma pesquisa mostra quais são as cidades que tiveram mais armas apreendidas por grupo de 100 mil habitantes, taxas que ajudam a relacionar o número bruto das apreensões com a população local. Veja abaixo: Espírito Santo Cidades do ES com mais armas apreendidas por habitante Minas Gerais Cidades de MG com mais armas apreendidas por habitantes Rio de Janeiro Cidades do RJ com mais armas apreendidas por habitantes São Paulo Cidades de SP com mais armas apreendidas por habitantes Revólver 38 (à esq.) e pistola 9mm (à dir.) Luiz Gabriel Franco/g1[/gpt3]

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