Veja o que disseram deputados no plenário durante votação sobre a prisão de Rodrigo Bacellar na Alerj
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Alerj votou para revogar a prisão de Rodrigo Bacellar Vários deputados ocuparam o plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta segunda-feira (8) para se manifestarem durante a votação sobre a prisão do deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil) (entenda a prisão ao final da reportagem). Em discursos polarizados, os parlamentares expressaram seus posicionamentos a favor e contra a manutenção da detenção, abordando questões legais, o papel da Polícia Federal e os riscos do envolvimento do crime organizado no poder público. Ao final da votação, o resultado foi de 42 votos a favor da revogação da prisão de Bacellar e 21 votos pela sua manutenção. A sessão contou com a presença de 65 deputados, enquanto três se ausentaram e um foi licenciado. Além disso, duas abstenções foram registradas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Plenário da Alerj durante votação da prisão de Bacellar Reprodução/TV Globo LEIA TAMBÉM: Alerj decide revogar prisão de Rodrigo Bacellar: como votaram deputados e partidos Alerj: 11 partidos deram só votos a favor de soltar Bacelar e 3, só contra; veja números Quando Bacellar será solto? Veja os próximos passos após a Alerj aprovar a revogação da prisão Veja abaixo o que disseram alguns deputados: O primeiro a falar foi Flávio Serafini (Psol). Ele afirmou que concordava com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). “É melhor para o estado do Rio de Janeiro, no combate ao crime organizado, a manutenção da prisão cautelar do presidente da Assembleia, Rodrigo Bacellar.” Durante seu discurso, Renata Souza, também do Psol, fez um aparte, destacando que o voto pela manutenção da prisão representava uma “responsabilidade” da Alerj, sublinhando a importância da Casa cumprir seu papel diante da situação. Por sua vez, Alexandre Knoploch (PL) criticou as provas apresentadas pela Polícia Federal, considerando-as frágeis. Ele ainda fez uma observação, afirmando que “muitos aqui ficaram de beijinho e abraço com o deputado TH Joias, inclusive o pessoal da esquerda”, indicando uma contradição entre as posturas de alguns parlamentares. “Olhando inúmeras vezes, a gente vê algumas decisões que parecem um pouco exageradas. O que nós temos, o que recebemos aqui nessa casa? Recebemos o ministro da decisão Alexandre de Moraes. O que nós temos nessa? Três impressões”, disse. Já Carlos Minc (PSB), que também se posicionou a favor da manutenção da prisão, alertou sobre a presença do crime organizado nas instituições públicas. Ele afirmou que era necessário “cortar os tentáculos” do crime, para que o parlamento não fosse “contaminado” por práticas ilícitas. Dani Balbi, do PCdoB, votou “não” pela revogação da prisão e enfatizou que o combate ao crime deve ser uma prioridade. Ela destacou que o RJ é historicamente conhecido pelas fragilidades de suas instituições, principalmente devido à relação entre crime e política, um problema que, segundo a deputada, não é recente. A deputada da Índia Armelau (PL) defendeu que Bacellar responda pelas suspeitas em liberdade. Em seu discurso, fez duras críticas, acusando a esquerda de ser contraditória em relação ao deputado. Ela afirmou que, se organizasse uma festa com Bacellar, a esquerda estaria presente, mas, diante da situação atual, ressaltou que, quando as coisas complicam, ninguém quer se associar a ele. Elika Takimoto (PT) votou pela manutenção da prisão. Ela enfatizou que, diante da gravidade dos fatos apurados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo STF, não se tratava de “achismo” e que o parlamento não deveria intervir em questões que comprometessem a imparcialidade das investigações. Já Renan Jordy (PL) foi a favor do relaxamento da prisão. Ele criticou veementemente a relação de alguns parlamentares com o crime organizado, especialmente aqueles que, segundo ele, tratam a política como um braço do crime. E ressaltou a importância da ampla defesa e do contraditório, destacando que nenhuma injustiça deveria ser cometida. Após a votação, Renan Jordy foi acusado de agredir um bombeiro depois de ficar preso no elevador da Alerj. Ele nega. A TV Globo flagrou parte da confusão (veja abaixo). O deputado Renan Jordy é acusado de atacar bombeiros após ficar preso em elevador na Alerj A prisão de Bacellar Na quarta-feira (3), Rodrigo Bacellar foi preso pela Polícia Federal na Operação Unha e Carne. Segundo a PF, Bacellar é suspeito de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun, deflagrada em setembro, em que o então deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, foi preso. TH Joias foi preso por tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, suspeito de negociar armas para o Comando Vermelho (CV). Ele assumiu o mandato em junho, mas deixou o ser deputado após sua prisão. O mandado de prisão de Bacellar foi expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou o afastamento dele da presidência da Alerj. Presidente da Alerj é preso suspeito de vazar operação sigilosa Em sua decisão, Moraes afirmou que há “fortes invocados” da participação de Bacellar em uma organização criminosa. Segundo trecho da decisão obtida pelo g1 e pela TV Globo, ele participou ativamente da “obstrução de investigações envolvendo facção criminosa e ações contra o crime organizado, inclusive com influência no Poder Executivo Estadual”. O advogado Bruno Borragini, que representa a Bacellar (União Brasil), afirmou que a prisão do deputado pela Polícia Federal é “totalmente desproporcional” e que o parlamentar “não praticou nenhuma conduta ativa” para obstruir investigações. Borragini também negou que Bacellar tenha vazado informações sigilosas para o deputado TH Joias. Segundo ele, a iniciativa do contato não partiu do presidente da Alerj.
Alerj votou para revogar a prisão de Rodrigo Bacellar Vários deputados ocuparam o plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta segunda-feira (8) para se manifestarem durante a votação sobre a prisão do deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil) (entenda a prisão ao final da reportagem). Em discursos polarizados, os parlamentares expressaram seus posicionamentos a favor e contra a manutenção da detenção, abordando questões legais, o papel da Polícia Federal e os riscos do envolvimento do crime organizado no poder público. Ao final da votação, o resultado foi de 42 votos a favor da revogação da prisão de Bacellar e 21 votos pela sua manutenção. A sessão contou com a presença de 65 deputados, enquanto três se ausentaram e um foi licenciado. Além disso, duas abstenções foram registradas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Plenário da Alerj durante votação da prisão de Bacellar Reprodução/TV Globo LEIA TAMBÉM: Alerj decide revogar prisão de Rodrigo Bacellar: como votaram deputados e partidos Alerj: 11 partidos deram só votos a favor de soltar Bacelar e 3, só contra; veja números Quando Bacellar será solto? Veja os próximos passos após a Alerj aprovar a revogação da prisão Veja abaixo o que disseram alguns deputados: O primeiro a falar foi Flávio Serafini (Psol). Ele afirmou que concordava com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). “É melhor para o estado do Rio de Janeiro, no combate ao crime organizado, a manutenção da prisão cautelar do presidente da Assembleia, Rodrigo Bacellar.” Durante seu discurso, Renata Souza, também do Psol, fez um aparte, destacando que o voto pela manutenção da prisão representava uma “responsabilidade” da Alerj, sublinhando a importância da Casa cumprir seu papel diante da situação. Por sua vez, Alexandre Knoploch (PL) criticou as provas apresentadas pela Polícia Federal, considerando-as frágeis. Ele ainda fez uma observação, afirmando que “muitos aqui ficaram de beijinho e abraço com o deputado TH Joias, inclusive o pessoal da esquerda”, indicando uma contradição entre as posturas de alguns parlamentares. “Olhando inúmeras vezes, a gente vê algumas decisões que parecem um pouco exageradas. O que nós temos, o que recebemos aqui nessa casa? Recebemos o ministro da decisão Alexandre de Moraes. O que nós temos nessa? Três impressões”, disse. Já Carlos Minc (PSB), que também se posicionou a favor da manutenção da prisão, alertou sobre a presença do crime organizado nas instituições públicas. Ele afirmou que era necessário “cortar os tentáculos” do crime, para que o parlamento não fosse “contaminado” por práticas ilícitas. Dani Balbi, do PCdoB, votou “não” pela revogação da prisão e enfatizou que o combate ao crime deve ser uma prioridade. Ela destacou que o RJ é historicamente conhecido pelas fragilidades de suas instituições, principalmente devido à relação entre crime e política, um problema que, segundo a deputada, não é recente. A deputada da Índia Armelau (PL) defendeu que Bacellar responda pelas suspeitas em liberdade. Em seu discurso, fez duras críticas, acusando a esquerda de ser contraditória em relação ao deputado. Ela afirmou que, se organizasse uma festa com Bacellar, a esquerda estaria presente, mas, diante da situação atual, ressaltou que, quando as coisas complicam, ninguém quer se associar a ele. Elika Takimoto (PT) votou pela manutenção da prisão. Ela enfatizou que, diante da gravidade dos fatos apurados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo STF, não se tratava de “achismo” e que o parlamento não deveria intervir em questões que comprometessem a imparcialidade das investigações. Já Renan Jordy (PL) foi a favor do relaxamento da prisão. Ele criticou veementemente a relação de alguns parlamentares com o crime organizado, especialmente aqueles que, segundo ele, tratam a política como um braço do crime. E ressaltou a importância da ampla defesa e do contraditório, destacando que nenhuma injustiça deveria ser cometida. Após a votação, Renan Jordy foi acusado de agredir um bombeiro depois de ficar preso no elevador da Alerj. Ele nega. A TV Globo flagrou parte da confusão (veja abaixo). O deputado Renan Jordy é acusado de atacar bombeiros após ficar preso em elevador na Alerj A prisão de Bacellar Na quarta-feira (3), Rodrigo Bacellar foi preso pela Polícia Federal na Operação Unha e Carne. Segundo a PF, Bacellar é suspeito de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun, deflagrada em setembro, em que o então deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, foi preso. TH Joias foi preso por tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, suspeito de negociar armas para o Comando Vermelho (CV). Ele assumiu o mandato em junho, mas deixou o ser deputado após sua prisão. O mandado de prisão de Bacellar foi expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou o afastamento dele da presidência da Alerj. Presidente da Alerj é preso suspeito de vazar operação sigilosa Em sua decisão, Moraes afirmou que há “fortes invocados” da participação de Bacellar em uma organização criminosa. Segundo trecho da decisão obtida pelo g1 e pela TV Globo, ele participou ativamente da “obstrução de investigações envolvendo facção criminosa e ações contra o crime organizado, inclusive com influência no Poder Executivo Estadual”. O advogado Bruno Borragini, que representa a Bacellar (União Brasil), afirmou que a prisão do deputado pela Polícia Federal é “totalmente desproporcional” e que o parlamentar “não praticou nenhuma conduta ativa” para obstruir investigações. Borragini também negou que Bacellar tenha vazado informações sigilosas para o deputado TH Joias. Segundo ele, a iniciativa do contato não partiu do presidente da Alerj.[/gpt3]











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