A defesa do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) contestou, nesta terça-feira (25), a certificação do trânsito em julgado decidido pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Paulo Cunha Bueno anunciou que apresentará novo recurso.
Em nota oficial, o advogado afirmou que o Regimento Interno do STF prevê possibilidade de interposição de embargos infringentes contra decisões não unânimes das Turmas, “sem qualquer condicionante”, dentro do prazo previsto no regimento interno da Corte.
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Ainda de acordo com Bueno, a certidão de trânsito em julgado foi “surpreendente” porque teria sido emitida antes mesmo da apresentação dos embargos infratores, que a equipe de Bolsonaro entende serem cabíveis no caso.
A manifestação cita ainda o artigo do regimento que estabelece “da decisão que não admite os embargos, caberá agravo, em cinco dias, para o órgão competente para o julgamento do recurso”, ou seja, o Plenário do Supremo.
O advogado também comparou a situação do ex-presidente aos casos anteriores julgados pelo Supremo, como a do ex-presidente Fernando Collor e o de Débora Rodrigues dos Santos, em que “só se certificou o trânsito em julgado, após o ajuizamento dos embargos infringentes”.
“É surpreendente para a defesa a certidão de trânsito em julgado, com a inadmissibilidade de um recurso ainda não proposto”, diz a nota de Cunha Bueno. Ele acrescenta que, “seja como for, a defesa ajuizará, no curso do prazo previsto pelo regimento, o recurso que se entende cabível”.
Com isso, os advogados de Bolsonaro sinalizaram que deveriam provocar novamente o STF, tentando reabrir a discussão sobre a decisão não unânime da Turma por meio dos instrumentos previstos no próprio regimento interno do tribunal.
Início da pena
O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou o início imediato do cumprimento da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Bolsonaro permanecerá na sala de Estado-Maior da Superintendência da Polícia Federalno Distrito Federal, onde está desde o último dia 22.
Horas antes, Moraes havia declarado o trânsito em julgado da ação penal sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente foi preso preventivamente na PF, mas no âmbito do inquérito que apura a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos.











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