
O Tribunal Penal Oral Federal (Tof 2) da Argentina tentou na terça-feira (18) a apreensão de bens da ex-presidente Cristina Kirchner e de outros envolvidos no caso Validadeaberto em 2019 para investigar atos de corrupção do então governo de esquerda ligados a obras públicas.
Com a decisão, segundo a imprensa argentina, a família Kirchner-Fernández perderá um total de 20 imóveis, sendo um registrado em nome do ex-presidente e 19 herdados por seus filhos, Máximo e Florencia Kirchner. A decisão judicial também tentou o registro da sentença nos Cartórios de Registro de Imóveis correspondente ao bloqueio dos bens até que as notificações se torne definitiva.
O tribunal justificou a medida considerando que os fundos e bens sujeitos à apreensão específica do “produto do crime” e que a sua recuperação é necessária para reparar os danos causados ao Estado. Ao todo, a quantia deve cobrir 685 bilhões de pesos argentinos.
A Vara de Execução Penal decidiu que os nove condenados no caso Vialidad deveriam responder com seus respectivos bens, “solidariamente, até o montante exato de 684.990.350.139,86 pesos”. Fontes consultadas pelo jornal Clarín Informaram que a Justiça argentina está avaliando uma segunda etapa, que pode envolver mais bens dos réus.
O caso das obras rodoviárias foi julgado em 2019 e verificado nas reportagens de Cristina Kirchner em dezembro de 2022 por corrupção, sentença que foi confirmada em 17 de junho pelo Supremo Tribunal da Argentina.
O ex-presidente argentino cumpre sua pena em prisão domiciliar no bairro da Recoleta, em Buenos Aires, e permanece impedido permanentemente de ocupar cargas públicas.











Deixe o Seu Comentário