
O governo Donald Trump autorizou o envio do Grupo de Ataque de Porta-Aviões Gerald R. Ford para a área do Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom, na abreviação em inglês), onde os militares americanos realizam desde o final de agosto uma operação contra cartéis do narcotráfico.
“Em apoio à direção do presidente para desmantelar Organizações Criminosas Transnacionais (TCOs) e combater o narcoterrorismo em defesa da Pátria, o secretário de Guerra [Pete Hegseth] dirigiu o Grupo de Ataque de Porta-Aviões Gerald R. Ford e embarcou a ala aérea de porta-aviões para a área de responsabilidade (AOR) do Comando Sul dos EUA (US Southcom)”, disse o porta-voz chefe do Pentágono, Sean Parnell, em comunicado divulgado nesta sexta-feira (24) no X.
“O aumento da presença das forças americanas na AOR do US Southcom fortalecerá a capacidade dos EUA de detectar, monitorar e interromper atividades e fatores ilícitos que comprometem a segurança e as ameaças do território nacional dos Estados Unidos e nossa segurança no Hemisfério Ocidental”, acrescentou o porta-voz, que disse que tais forças “aprimorarão e ampliarão as capacidades existentes para interromper o tráfico de narcóticos e degradar e desmantelar os TCOs”.
Segundo informações da Fox News, o grupo de ataque inclui o USS Gerald R. Ford, os maiores porta-aviões do mundo, e os contratados de mísseis guiados da classe Arleigh Burke USS Mahan, USS Winston S. Churchill e USS Bainbridge.
Desde o final de agosto, os Estados Unidos enviaram oito navios de guerra e um submarino nuclear para a região do Southcom e também caçam F-35 para um aeródromo em Porto Rico para realizar operações contra cartéis de drogas no Caribe. Além disso, helicópteros militares e bombardeiros dos Estados Unidos voaram perto da Venezuela.
Desde então, as forças americanas realizaram ataques contra dez embarcações na região, oito no Mar do Caribe e duas no Oceano Pacífico, perto da Colômbia.
Nesta sexta-feira, os EUA divulgaram o décimo ataque, contra um barco no Mar do Caribe que seria da gang venezuelana Trem de Aragua, no qual foram mortas seis pessoas.
Trump também anunciou nos últimos dias que autorizou operações letais da CIA na Venezuela e que as forças americanas realizariam operações por terra contra cartéis.
As ações americanas geraram relatos do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, que alega que a operação é uma desculpa para tirá-lo do poder, e do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que disse que os EUA cometeram “execuções extrajudiciais” nos ataques na região.
Trump acusou o mandatário colombiano de ser “traficante” e cortou ajuda financeira para a Colômbia.












Deixe o Seu Comentário