Há um racha no Partido Republicano: uma parte dos membros está descontente com as afirmações do grupo ligado a Donald Trump de que as eleições de 2020 foram roubadas. Aliados de Trump são convocados para depor na Comissão que investiga a invasão do Capitólio
Um grupo de republicanos contrários ao ex-presidente Donald Trump anunciou, nesta quinta-feira (14), que vai endossar uma série de parlamentares democratas que enfrentarão disputas difíceis nas eleições de meio de mandato do ano que vem, na tentativa de impedir que o Partido Republicano reassuma o controle do Congresso.
Integrantes do grupo disseram à Reuters que também estão apoiando correligionários vulneráveis, como a deputada Liz Cheney, que rejeita as alegações de fraude eleitoral. O principal motivo de discordância com a maioria dos republicanos eleitos é que esses defendem as afirmações falsas de Trump de que a eleição de 2020 foi roubada.
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O Movimento Renove a América (RAM), formado por republicanos de centro depois que uma multidão de apoiadores de Trump invadiu o Congresso no dia 6 de janeiro para tentar impedir os parlamentares de certificarem a vitória eleitoral do democrata Joe Biden, reconhece que Trump e suas teorias conspiratórias agora dominam o partido.
De acordo com uma pesquisa Reuters/Ipsos de agosto, 30% dos adultos norte-americanos concordam que “a eleição de 2020 foi roubada de Donald Trump”. Entre esses, 61% são republicanos, 19% são independentes e 10% são democratas.
Trump, por sua vez, tem endossado vários candidatos que se preparam para desafiar nas primárias parlamentares republicanos que votaram a favor de seu impeachment por incitar uma insurreição em um discurso incendiário antes do ataque mortal de 6 de janeiro ao Capitólio.
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