Desde fevereiro deste ano, o país mantinha status de observador, sem direito a voto. Com a aprovação da Assembleia-Geral, país recebeu mandato de 3 anos a partir de janeiro de 2022. Reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra
Martial Trezzini/Keystone via AP
A Assembleia-Geral das Nações Unidas elegeu os Estados Unidos para o Conselho de Direitos Humanos nesta quinta-feira (14), mais de três anos depois de o governo Trump deixar a entidade de 47 membros pelo que classificou como uma inclinação crônica contra Israel e uma falta de reforma.
Sem concorrentes, os EUA receberam 168 votos na eleição secreta dos 193 membros da Assembleia-Geral. O país inicia seu mandato de três anos em 1º da janeiro e confrontará a China e a Rússia, que iniciaram seus mandatos no conselho neste ano.
O presidente americano, Joe Biden, tomou posse em janeiro prometendo que os direitos humanos seriam o centro de sua política externa, e seu governo não se absteve de criticar a China por causa de Hong Kong, Xinjiang e Taiwan e de denunciar a Rússia.
O que significa a volta dos EUA ao Conselho de Direitos Humanos da ONU?
Mas uma análise da Reuters a respeito do desempenho da gestão Biden até o momento mostrou que várias vezes as preocupações com os direitos humanos em outros países foram postas de lado em favor de prioridades de segurança nacional e da interação com potências estrangeiras.
“Os EUA terão uma oportunidade de demonstrar o quão sério o governo Biden é para tornar os direitos humanos centrais para suas políticas doméstica e externa”, disse o diretor da Human Rights Watch na Organização das Nações Unidas (ONU), Louis Charbonneau.
“Com muitos passos em falso até agora, eles deveriam usar seu tempo neste conselho para defender os direitos humanos igualmente entre amigos e inimigos.”
Os candidatos ao Conselho de Direitos Humanos são eleitos em grupos geográficos para garantir uma representação uniforme. Não houve disputas nesta quinta-feira para eleger 13 novos membros e reeleger cinco membros. Os membros não podem servir mais de dois mandatos consecutivos.
Nesta quinta, a Assembleia-Geral também elegeu Cazaquistão, Gâmbia, Benin, Catar, Emirados Árabes Unidos, Malásia, Paraguai, Honduras, Luxemburgo, Finlândia, Montenegro e Lituânia e reelegeu Camarões, Eritreia, Somália, Índia e Argentina.
Os Estados Unidos receberam o segundo menor número de votos, tendo mais apenas que a Eritreia, que obteve 144 votos.
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